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A surpreendente captura de Júlio César por piratas

Júlio César, então com 25 anos, foi sequestrado por piratas em 75 a.C.; ficou 38 dias refém, renegociou o resgate de 20 para 50 talentos e mandou crucificar os piratas

(Wikimedia Commons/Reprodução)
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  • Em 75 a.C., aos vinte e cinco anos, Júlio César foi sequestrado por piratas no Mar Egeu, a caminho da ilha de Rodes,Durou 38 dias.
  • Os piratas pediram resgate de 20 talentos; César, entendendo seu valor, sugeriu que o valor fosse 50 talentos.
  • Durante o cativeiro, ele assumiu a liderança, ordenou aos sequestradores que o ouvissem em seus poemas e discursos, provocando risos entre os piratas diante de ameaças de crucificação.
  • Após o pagamento do resgate, César foi libertado e, segundo Suetônio, organizou uma frota para localizar piratas ainda na ilha; Plutarco diz ainda que ele procurou o governador Iuncus para punir os sequestradores, e, diante da hesitação, ordenou a crucificação dos piratas capturados.
  • Os relatos, com variações entre historiadores, evidenciam a ambição e a audácia que marcariam a trajetória do futuro ditador romano.

Júlio César, um dos mais icônicos líderes da Roma Antiga, passou por uma experiência inusitada em sua juventude. Em 75 a.C., aos 25 anos, ele foi sequestrado por piratas enquanto viajava pelo Mar Egeu em direção à ilha de Rodes. O sequestro, que durou 38 dias, não apenas destacou sua audácia e coragem, mas também moldou sua futura reputação.

Os piratas inicialmente exigiram um resgate de 20 talentos, mas César, ciente de seu valor, sugeriu que 50 talentos seriam mais apropriados. Durante o cativeiro, ele não se comportou como uma vítima. Em vez disso, assumiu a liderança, dando ordens aos sequestradores e exigindo que ouvissem suas poesias e discursos, mesmo que não os compreendessem. Essa postura desafiadora divertiu os piratas, que riam de suas ameaças de crucificá-los.

A Retaliação

Após o pagamento do resgate, César foi libertado e imediatamente buscou vingança. Segundo Suetônio, ele organizou uma frota e localizou os piratas ainda acampados na mesma ilha. A versão de Plutarco acrescenta que César procurou o governador da região, Iuncus, para garantir a punição dos sequestradores. Diante da hesitação de Iuncus, César tomou a iniciativa e ordenou a crucificação de todos os piratas capturados.

Esses eventos, embora registrados por historiadores com diferentes nuances, revelam a sede de poder e a audácia que caracterizariam a vida de César. Apesar de a veracidade de algumas partes da história ser questionável, a narrativa sobre seu sequestro e retaliação continua sendo um marco importante na trajetória do futuro ditador romano.

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