- Candidatos que fizeram a prova de residência médica da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, realizada na Universidade São Judas Tadeu, relatam falhas na aplicação em local externo ao campus, ocorrendo no último domingo (30).
- Relatos apontam envelope com lacre violado, ausência de conferência de identidade na assinatura das listas e guarda de celulares em bolsas, além de uso de smartwatches proibidos.
- Houve queda de energia durante a prova e tempo extra foi anunciado apenas depois, com relatos de continuidade da aplicação em iluminação natural.
- Candidatos registraram boletins de ocorrência, reclamaram à Comissão de Residência Médica (Coreme) da Unifesp e ao Ministério da Educação, mencionando insegurança e possibilidade de recurso jurídico.
- A Unifesp informou que dois envelopes chegaram sem lacre, mas sem indícios de violação de conteúdo; a Coreme afirmou ter conferido todo o material conforme o procedimento, com transporte em caixas lacradas e escolta. A Universidade São Judas não se manifestou.
Nos relatos que chegam à imprensa, candidatos da prova de residência médica da Escola Paulista de Medicina da Unifesp afirmam falhas na aplicação realizada no local da Universidade São Judas, em São Paulo, no último domingo (30). O que estaria em questão envolve lacre de envelopes, conferência de identidade, controle de celulares e até queda de energia durante a prova.
Segundo os relatos, parte dos participantes não teve lacres suficientes para guardar celulares, conforme o edital. Alguns permaneceram com aparelhos desligados dentro de bolsas e outros com smartwatches, itens proibidos. Também houve ausência de conferência de identidade na assinatura das listas de presença. Após o exame, grupos de candidatos discutiram vias jurídicas, incluindo recursos via Justiça.
Envolvidos e desdobramentos
Candidatos afirmam ter registrado boletins de ocorrência e apresentaram reclamações à Coreme da Unifesp e ao Ministério da Educação. Relatos indicam que o envelope com o conjunto de provas nº 2 chegou violado, sem lacre visível. Aproximadamente 90 pessoas teriam testemunhado o ocorrido, segundo uma candidata ouvida pela CNN Brasil em condição de anonimato.
Resposta institucional
A Unifesp informou que dois envelopes apresentaram falta de lacre, mas que não houve violação de conteúdo nem ausência de provas ou gabaritos. O transporte ocorreu em caixas lacradas, com escolta e câmeras de segurança, e a custódia foi assegurada por monitoramento e conferência de integridade. A Coreme afirmou que o material foi conferido pelos fiscais conforme o procedimento e que não houve irregularidade. A Universidade São Judas Tadeu, responsável pelo espaço, não se manifestou sobre o assunto.
Outros pontos relevantes
Relatos também indicam queda de energia durante a aplicação, com a prova seguindo sob luz natural até a determinação de tempo adicional pelos fiscais. Um fiscal tería alegado que os candidatos deveriam antes apenas desligar os aparelhos e guardar as peças, o que gerou insegurança entre os presentes. Não houve confirmação oficial de que houve interrupção prolongada ou que o tempo extra compensasse integralmente o atraso.
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