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Estudantes imigrantes sofrem mais bullying com operações do ICE, diz pesquisa

Escolas dos EUA relatam clima de estresse; 70,4% dos diretores dizem que estudantes imigrantes expressaram preocupações, 77,6% criaram planos ante visitas federais

Students at a high school in San Mateo, California, in 2007. Photograph: ZUMA Press, Inc./Alamy
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  • Nova pesquisa nacional com mais de 600 diretores de escolas públicas dos EUA aponta clima de estresse, com 70,4% relatando que estudantes de famílias imigrantes expressaram preocupações com o bem‑estar próprio ou de familiares.
  • 57,8% disseram que pais ou responsáveis imigrantes deixaram a comunidade durante o ano letivo, e 63,8% indicaram ausências de alunos devido a políticas ou retórica relacionadas a imigrantes.
  • Mais de um terço dos diretores mencionaram bullying ou assédio contra estudantes de famílias imigrantes, com relatos de comentários discriminatórios.
  • 77,6% criaram planos escolares para lidar com visitas de agentes federais; quase metade tem planos caso os guardiões sejam deportados.
  • ICE (Imigração e Alfândega) e o DHS (Departamento de Segurança Interna) não responderam; o estudo destaca traço de trauma entre estudantes e a necessidade de respostas escolares.

O que aconteceu: uma nova pesquisa nacional com mais de 600 diretores de escolas públicas dos EUA aponta clima de estresse nas instituições. O estudo associa o medo entre estudantes imigrantes às operações do ICE e a retórica antiimigração.

Quem está envolvido: diretores de escolas de ensino médio responderam ao levantamento, conduzido pelo Institute for Democracy, Education and Access (Idea) da UCLA. A pesquisa é descrita como nacionalmente representativa.

Quando e onde: o levantamento ocorreu no verão, abrangendo escolas públicas em todos os estados dos EUA. Os resultados refletem o período de incursões do ICE e de debates políticos locais sobre imigração.

Por que aconteceu: o objetivo foi entender como raids, deportações e discursos políticos afetam a presença, o bem estar e o rendimento de estudantes imigrantes nas escolas.

Clima e bem estar

70,4% dos diretores relataram que estudantes de famílias imigrantes expressaram preocupações com o próprio bem estar ou o das famílias. O dado indica um desgaste emocional significativo entre esse grupo.

Fenômeno de deslocamento

57,8% afirmaram que pais e responsáveis imigrantes deixaram a comunidade durante o ano letivo. A perda de apoio familiar amplia desafios para a regularização escolar e o acompanhamento dos estudantes.

Ausência e políticas

63,8% indicaram ausências relacionadas a políticas ou retórica vinculada a imigração. A leitura aponta para impacto indireto dessas políticas na frequência escolar.

Bullying e assédio

Mais de um terço dos diretores disseram ter observado casos de bullying ou assédio contra estudantes imigrantes. relatos incluíram comentários pejorativos e linguagem hostil entre alunos.

Preparação institucional

77,6% disseram ter elaborado planos escolares para lidar com visitas de agentes federais. A medida sinaliza adoção de protocolos de segurança e apoio aos estudantes.

Planos de contingência

Quase metade das escolas afirma ter planos caso os guardiões sejam deportados. Técnicos e psicossociais trabalham para manter a continuidade do aprendizado.

Manchetes de contexto

O estudo reforça que a pressão externa se amplia dentro das próprias escolas, ampliando o clima de insegurança entre estudantes imigrantes. A equipe de pesquisa destacou relatos de trauma institucional.

Reação institucional

Não houve resposta imediata das autoridades de ICE ou do DHS sobre o relatório. A pesquisa prossegue como referência para políticas educacionais e apoio a estudantes imigrantes.

Impacto educativo

Diretores afirmaram que a frequência e o desempenho de estudantes imigrantes caíram em diferentes redes públicas durante o período analisado. A pesquisa aponta relação com o ambiente hostil e com a insegurança familiar.

Desdobramentos

A perspectiva é de que as escolas busquem estratégias adicionais de acolhimento, apoio psicológico e comunicação com famílias. A análise ressalta a necessidade de ambientes escolares mais estáveis.

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