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Governo conservador gastou £325 milhões em escolas gratuitas que fracassaram

Mais de £10 bilhões para novas escolas entre 2014-15 e 2023-24, frente a £6,8 bilhões para reconstrução; 67 free schools desapareceram; Waterside academy não abriu; pausa em 44 projetos por custo-benefício

The free schools programme was launched by Michael Gove as education secretary in 2010. Photograph: Ian Forsyth/Getty Images
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  • Dados de FOI mostram que, entre 2014-15 e 2023-24, foram destinados mais de £10 bilhões para a construção de novas escolas, frente a £6,8 bilhões para reconstrução de escolas existentes.
  • No total, £325 milhões foram investidos em 67 free schools criadas centralmente pelo Departamento da Educação, que depois desapareceram ou foram absorvidas.
  • Um exemplo é a Waterside primary academy, em Nottingham, com £11,5 milhões investidos, que não abriu; o prédio será convertido em uma escola especializada.
  • Quarenta e quatro projetos aprovados no programa de free schools foram pausados para avaliação de custo-benefício, com decisão sobre seu destino esperada em breve.
  • Regionalmente, Londres gastou £55 milhões em oito free schools que fecharam ou foram reprovocadas; sobre o West Midlands, foram £16 milhões em duas free schools que falharam.

Foram divulgados dados via pedido de liberdade de informação que revelam o peso financeiro das escolhas de políticas educacionais da era conservadora. Entre 2014-15 e 2023-24, o governo comprometeu mais de 10 bilhões de libras na construção de novas escolas, frente a 6,8 bilhões para reconstrução de edifícios existentes.

Segundo o Departamento de Educação (DfE), o programa de free schools, criado em 2010, recebeu investimentos de 325 milhões de libras para 67 escolas independentes centralmente geridas. Muitas dessas instituições não chegaram a abrir ou foram absorvidas por redes existentes.

Waterside primary academy, em Nottingham, é um caso emblemático: custou 11,5 milhões de libras para oferecer 210 vagas, mas nunca abriu. O governo fechou o projeto no fim do ano passado e a construção foi convertida em escola especial vinculada à Rosehill, para ampliar vagas para alunos com necessidades especiais.

A soma de recursos para free schools, segundo a análise, confirma alertas da NAO de excesso de capacidade em algumas regiões. A distribuição regional mostra Londres com 55 milhões gastos em oito free schools que fecharam ou foram realocadas entre redes.

Na prática, o levantamento também aponta que o custo de 16 milhões foi desembolsado no West Midlands para duas free schools que não deram resultado esperado, complementando a lista de iniciativas que não prosperaram.

Impacto e próximos passos

A avaliação de valor gasto está em curso, com decisão sobre o destino de 44 projetos de escolas aprovadas sob o programa aguardando anúncio. Um risco apontado pelos dados é a continuidade de obras com baixo retorno educacional, segundo especialistas da área.

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