- Gavin Morris, ex-arbitro da National Rugby League (NRL), foi considerado culpado de quatro acusações de agressão agravada e atuou como diretor da escola Yipirinya desde 2022.
- Durante seu mandato, teriam ocorrido ataques a estudantes indígenas com confinamento por meio de suffoques, enforcamento de orelhas e outras agressões a crianças de oito a treze anos.
- O julgamento ocorreu em Alice Springs, e Morris foi condenado a dezoito meses de prisão, totalmente suspensa por dois anos, sujeito a bom comportamento.
- O juiz Anthony Hopkins ressaltou que os atos feriram a confiança depositada em Morris e causaram dano à comunidade, especialmente aos alunos aborígenes.
- Morris pretende recorrer da decisão; o veredito também envolve circunstâncias em que ele abusou da posição de responsabilidade como diretor escolar.
Gavin Morris, exárbitro da NRL, foi diretor da escola Yipirinya desde 2022. Em 2023 surgiram denúncias de agressões a estudantes indígenas, levando a investigação policial e processo judicial.
O tribunal de Alice Springs ouviu que Morris, na função de diretor, submetia jovens alunos a prensões no pescoço e torções na orelha, gerando dor e medo. As vítimas tinham entre 8 e 13 anos.
Em outubro, Morris foi considerado culpado de quatro acusações de agressão agravada. A sentença foi de 18 meses de prisão, suspensa por dois anos, condicionada a bom comportamento.
Sentença e recurso
O juiz Anthony Hopkins afirmou que os atos refletiam privilégio de posição e desrespeito à segurança das crianças. O réu não apresentou remorso público, segundo o despacho.
Morris afirmou que irá recorrer da decisão. O tribunal destacou que a punição suspensa pode preservar a possibilidade de reabilitação, sem comprometer a proteção da comunidade.
Contexto e desdobramentos
Morris foi nomeado diretor da escola indígena independente em 2022. Em 2023, surgiram relatos de agressões contra meninos de 8 a 13 anos, o que desencadeou a apuração policial.
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