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GCSEs e A-levels na Inglaterra poderão ser feitos em laptops até 2030, diz Ofqual

Ofqual abre consulta pública sobre avaliações onscreen em GCSE e A‑levels, com dois enunciados novos por conselho para matérias com menos de cem mil entradas, início em 2030

Ofqual said students would not be allowed to use their own personal devices for exams. Photograph: David Davies/PA
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  • Ofqual abrirá uma consulta pública de três meses sobre a introdução de avaliações onscreen, com prazo até 5 de março.
  • Quatro conselhos de exames receberiam orientação para criar dois novos enunciados onscreen por matéria com menos de 100 mil entradas; matemática do GCSE ficaria de fora, mas alemão do GCSE estaria incluído.
  • Desafios potenciais incluem acesso a dispositivos, cibersegurança e possíveis falhas técnicas; escolas não poderão usar dispositivos pessoais dos alunos, e haverá opções entre onscreen e papel como qualificações separadas.
  • Se aprovado, as novas especificações estariam disponíveis em três anos antes do primeiro exame, por volta de 2030.
  • Pesquisas recentes sugerem que o uso de processadores de texto pode melhorar o desempenho em exames, mesmo para alunos com dificuldades de aprendizagem.

Ofqual anunciou uma consulta pública de três meses sobre a possibilidade de avaliações on-screen no fim da década. A ideia é testar provas em laptops para parte dos GCSEs e A-levels, em vez do formato tradicional em papel.

A medida envolve os quatro principais conselhos examinadores, que deverão criar dois enunciados onscreen cada um, para matérias com menos de 100 mil entradas. O GCSE de matemática não ficaria elegível, mas o de alemão poderia.

A consulta começa agora e vai até 5 de março. Caso aprovada, as novas especificações ficariam disponíveis nas escolas cerca de três anos antes das primeiras provas previstas para 2030. O objetivo é avaliar impactos.

A mudança é acompanhada por preocupações sobre acesso a dispositivos, segurança cibernética e falhas técnicas. Espaço de sala, mesas maiores e adaptação de infraestruturas também são pontos em foco.

Ofqual enfatizou que o uso de dispositivos próprios dos alunos não será permitido e que as escolas poderão escolher entre onscreen e papel como qualificações separadas. O regulador mantém o papel central do caderno em papel.

O chefe regulador, Sir Ian Bauckham, afirmou que não é possível promover a mudança de forma apressada. Ele reiterou que provas em papel continuam como padrão e que a equidade do sistema será preservada.

Pesquisas externas, como estudo da University College London, mostraram melhora de desempenho com o uso de processadores de texto. Pesquisas indicam que estudantes com dificuldades podem se beneficiar de ajustes digitais.

Secretária de Educação, Bridget Phillipson, ressaltou que o interesse por avaliações digitais cresce, mas que a transição deve ser gradual, controlada e justa. A ideia é alinhar a avaliação ao mundo digital sem prejuízos.

Representantes de escolas e trusts disseram apoiar o potencial da tecnologia, desde que haja salvaguardas adequadas. Já organizações de exames destacam a necessidade de apoio para reduzir a desigualdade tecnológica.

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