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Chefe de exames da Coreia do Sul renuncia após críticas à prova de inglês

Chefe da KC&E renuncia após críticas à dificuldade da prova de inglês do Suneung; retratação oficial e debate sobre o conteúdo

South Korean students take a college entrance exam in Seoul. Photograph: Chung Sung-Jun/Getty Images
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  • O chefe da KC&E, Oh Seung-keol, renunciou após críticas de que a seção de inglês estava muito difícil.
  • Houve retratação oficial, pedido de desculpas e debate sobre o conteúdo do exame.
  • Este ano, pouco mais de 3% dos estudantes atingiram a nota máxima na prova de inglês, a menor desde a adoção da avaliação absoluta em 2018.
  • A prova teve 70 minutos para 45 questões; itens polêmicos incluíram análise de Kant e Hobbes, além de questões sobre tempo e existência em avatares de videogame.
  • O Suneung é visto como porta de acesso a universidades de destaque e mobilidade social, mas a pressão no sistema educacional sul-coreano continua sob escrutínio.

O chefe da KC&E, Oh Seung-keol, renunciou após críticas de que a seção de inglês do Suneung seria excessivamente difícil. A decisão ocorreu após protestos de estudantes e pais sobre o conteúdo e o nível de dificuldade do exame. A instituição emitiu retratação.

O Suneung, exame de entrada na universidade na Coreia do Sul, é considerado caminho para mobilidade social e estabilidade econômica. A taxa de aprovados no inglês deste ano ficou em pouco mais de 3%, a menor desde 2018, quando passou a haver avaliação absoluta.

Oh Seung-keol afirmou que assumia a responsabilidade pela parte de inglês, destacando que o conteúdo não estaria alinhado com os preceitos de avaliação absoluta. Mesmo assim, pediu desculpas por preocupações geradas entre candidatos e familiares. A KC&E também divulgou nota de desculpa.

Renúncia e retratação

A KC&E reconheceu as críticas ao nível de dificuldade da prova de inglês e informou que conduzirá revisão do conteúdo. A instituição enfatizou que a meta é reduzir o peso excessivo sobre os estudantes sem comprometer a qualidade da avaliação.

Entre os itens contestados estavam questões que exigiam interpretações sobre Kant e Hobbes, debate sobre o tempo e até a existência em avatares de videogame. A presença de termos pouco usuais também gerou confusão entre alunos e docentes.

A repercussão incluiu debates sobre planejamento curricular e sobre o equilíbrio entre rigor e acessibilidade. Em paralelo, houve decisão de órgãos legislativos sobre restrições a atividades de ensino particular com foco em inglês para crianças pequenas.

Segundo relatos, o uso de termos controversos também alimentou críticas de especialistas. O caso impacta a percepção pública sobre o Suneung, considerada peça central da educação ultracompetitiva sul-coreana.

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