- O ECA Digital, aprovado após o viral do Felca sobre “adultização”, estabelece verificação de idade e ferramentas de controle parental para menores nas redes.
- Uma pesquisa divulgada pelo Brief aponta que 63% das famílias não se sentem preparadas para usar esses recursos; 37% dizem saber utilizá-los.
- Ainda segundo o levantamento, 45% já ouviram falar dos recursos, mas não utilizam; 18% nunca ouviram o termo; apenas 15% sabem seu significado; 36% conhecem o termo ECA Digital.
- O apoio à regulação online ultrapassa oitenta por cento entre brasileiros, sendo 90% entre eleitores de Lula e 73% entre eleitores de Bolsonaro.
- Especialista ressalta que é necessária educação midiática e atuação conjunta de plataformas, famílias, escolas e criadores de conteúdo para tornar a internet mais segura.
O ECA Digital, aprovado após o viral envolvendo Felca e o tema da “adultização”, estabelece regras para a presença de menores nas redes, incluindo verificação de idade e ferramentas de controle parental. Mesmo assim, a maioria das famílias não se sente preparada para usar esses recursos.
Nova pesquisa lançada nesta quinta-feira pelo projeto Brief mostra que 63% dos responsáveis não sabem atuar com as ferramentas de supervisão, enquanto 37% afirmam ter habilidade para utilizá-las. O levantamento traz ainda dados sobre o conhecimento do tema.
A pesquisa também indica que 45% já ouviram falar dos recursos, mas não os utilizam, e 18% nunca ouviram o termo. O desconhecimento sobre o ECA Digital é expressivo: 36% já ouviram falar do tema e apenas 15% sabem o que ele significa.
Apoio público às regras online
Mesmo com esse cenário de preparo baixo, o apoio à regulação das redes para proteger crianças ultrapassa 80% entre brasileiros. Entre eleitores, 90% do presidente Lula defendem regras, ante 73% entre eleitores de Bolsonaro.
Para o coordenador-geral do Brief, Ricardo Borges Martins, os resultados mostram urgência de debates sobre infância, tecnologia e responsabilidade. A pesquisa considera 120 dias após o efeito viral do Felca.
> A proteção de crianças nas redes exige educação midiática, engajamento das plataformas e participação de famílias, escolas e criadores, segundo o especialista. A ideia é reconstruir uma internet mais segura para as próximas gerações.
Impacto e próximos passos
O estudo aponta que há maturidade na sociedade para reconhecer necessidade de regras, mas falta informação técnica. Regulamentação aliada a educação digital é citada como caminho para proteção efetiva.
Segundo o Brief, é essencial ampliar canais de orientação para pais e responsáveis, com apoio de setores públicos, educacionais e da indústria, para reduzir lacunas de uso e compreensão.
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