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Professor e intelectual Luiz Roberto Alves morre em São Paulo

Morre aos 78 anos o professor e ativista Luiz Roberto Alves; velório começa às 9h de quinta-feira, na Câmara Municipal de Santo André

17/12/2025 - Morre Luiz Roberto Alves, professor da ECA-USP e intelectual, aos 78 anos. Foto: Arquivo Pessoal
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  • Morreu, aos 78 anos, o professor e ativista Luiz Roberto Alves, em São Paulo, nesta quarta-feira (16); tratava câncer e teve complicações de um AVC.
  • O velório acontece a partir das 9h de quinta-feira (18), na Câmara Municipal de Santo André.
  • Alves foi professor sênior na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e teve atuação marcante na educação pública, alfabetização e ensino de comunicação.
  • Exilou-se em Israel nos anos 1970 por causa da ditadura militar; participou da fundação do Partido dos Trabalhadores em 1980.
  • Na região do ABC, ocupou cargos públicos e militou em movimentos educativos, como MOVA, além de integrar a Câmara de Educação Básica e o Conselho Nacional de Educação (CNE); é pai de Ariel de Castro Alves.

Luiz Roberto Alves, professor, ativista e referência da educação pública, morreu na noite desta quarta-feira, 16, aos 78 anos. A causa foi câncer, agravado por sequelas de um AVC recente. Ele faleceu no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo.

Alves estava com atuação marcante tanto na capital quanto no ABC Paulista. Ele foi professor sênior na ECA-USP, com atuação também na Universidade Metodista, em Diadema e Mauá. Diversos legados marcaram sua carreira na área de alfabetização e comunicação.

O velório está marcado para as 9h de quinta-feira, 18, na Câmara Municipal de Santo André.

Trajetória acadêmica

Nascido em Murutinga do Sul (SP), em janeiro de 1947, Alves iniciou no magistério já formado em Letras. Atuou como docente em escolas públicas de Mauá, São Bernardo do Campo e Diadema, onde também foi diretor por mais de duas décadas.

Na década de 1970, por motivos políticos, foi perseguido pela ditadura e se exilou em Israel, onde pesquisou em universidades locais. Ao retornar ao Brasil, participou da fundação do PT, em 1980, e passou a lecionar no ABC.

Desde 1988, a docência de Alves se ampliou para a USP, integrando a ECA e, mais recentemente, o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB). Também desenvolveu pesquisa de relevância internacional.

Trajetória política

Entre 2012 e 2016, atuou como presidente da Câmara de Educação Básica e foi vice-presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE). Também ocupou cargos de secretário de educação, cultura e esportes em São Bernardo do Campo (1989-1992) e Mauá (2001-2003).

Na região do ABC, integrou o MOVA na década de 1990, ao lado de Paulo Freire, envolvendo sindicatos e entidades da sociedade civil. Contribuiu ainda para projetos de infância e juventude na região.

Foi um dos fundadores do Projeto Meninos e Meninas de Rua de São Bernardo do Campo, no início dos anos 80, junto com a pastora Zeni de Lima Soares. A iniciativa segue atuante, com foco em educação social para jovens em vulnerabilidade.

Família

Alves deixa a esposa, a professora Sabine Linder, e os filhos Ariel, Daniel, José Celso e Ana Sara. Ariel é advogado e ativista de direitos humanos, ex-secretário nacional dos direitos da criança e do adolescente. O professor também deixa neto, Gael.

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