- A Austrália tornou-se o primeiro país a proibir contas de menores de 16 anos em plataformas como YouTube, Instagram, TikTok e Snapchat, entrando em vigor nesta mês.
- Mia Bannister (mãe de Ollie, 14) e Emma Mason (mãe de Tilly, 15) tornaram-se símbolos da luta contra as redes para crianças e adolescentes, após as perdas ligadas ao bullying online e ao consumo de conteúdos que apontam para ideação suicida.
- Mia disse que deu o celular ao filho aos nove anos e só percebeu o que ocorria online após a morte dele, em nove de janeiro de dois mil e vinte e quatro.
- Emma contou que Tilly morreu após bullying online e que o uso das redes alimentou problemas de saúde mental; a família registrou várias tentativas antes da fatal.
- As mães cobram apoio em saúde mental, educação digital nas escolas, maior transparência das plataformas e monitoramento de conteúdos nocivos, destacando a necessidade de proteger as crianças sem negar a tecnologia.
O caso de Mia Bannister e Emma Mason ganhou contornos nacionais na Austrália, onde uma nova lei restringe contas de menores de 16 anos em plataformas como YouTube, Instagram, TikTok e Snapchat. As mães tornaram-se símbolos de uma luta que visa frear o uso de redes por crianças e adolescentes.
O motivo é trágico: Ollie, filho de Mia, tinha 14 anos quando morreu em janeiro de 2024 após sofrer bullying online. Tilly, filha de Emma, morreu aos 15 anos após pressão psicológica agravada pela presença constante de conteúdos nas redes. Ambas relatam impactos profundos das plataformas na saúde mental dos filhos.
A relação entre uso de celular, algoritmos e vulnerabilidade foi o ponto central das falas das mães, que defenderam mudanças legais e maiores responsabilidades das plataformas. Elas afirmam que o monitoramento inadequado facilita o assédio e a propagação de conteúdos prejudiciais.
A história das duas começou na região de Brisbane e Sydney, com encontros no Parlamento australiano. Em 10 de janeiro de 2024, data de vigência da norma, a Harbour Bridge ganhou iluminação com a mensagem Let Them Be Kids, em apoio à proibição para menores.
Mia destaca que o problema não é apenas saúde mental, mas as interações sociais que ocorrem por mensagens. Emma enfatiza que algoritmos exploram a tristeza e a solidão, levando jovens a padrões de comportamento nocivos. Ambas defendem aperfeiçoamento de regras escolares e transparência das plataformas.
As mães ressaltam que a lei é apenas o começo e que o objetivo é reduzir danos, não isolar crianças. Elas afirmam que é preciso monitoramento de conteúdos nocivos e eliminar mecanismos de indução ao vício, sem deixar de reconhecer a utilidade de recursos digitais.
Onde buscar ajuda para sofrimento psíquico
Se você está passando por sofrimento psíquico ou conhece alguém nessa situação, veja abaixo onde encontrar ajuda:
- CVV: atendimento 24h por telefone 188, chat e e-mail.
- Canal Pode Falar: apoio para adolescentes e jovens pelo WhatsApp, de segunda a sexta, 8h-22h.
- SUS: Caps Infantojuvenis e unidades específicas para crianças e adolescentes.
- Mapa da Saúde Mental: site com redes de atendimento psicológico presenciais ou online e materiais de orientação.
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