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Nova perspectiva sobre a humanidade

MIT celebra os primeiros resultados do MITHIC, destacando projetos que conectam humanas, educação, clima e saúde com IA e colaboração entre áreas

MIT President Sally Kornbluth addresses the audience at the MIT Human Insight Collaborative Annual Event.
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  • A inauguração do MIT Human Insight Collaborative (MITHIC) realizou seu primeiro evento anual em 17 de novembro de 2025, apresentando o progresso de projetos financiados no primeiro ano da iniciativa presidencial.
  • A Living Climate Futures Lab, exemplo de trabalho apoiado pelo programa, atua com comunidades de Massachusetts a Mongólia para enfrentar impactos da mudança climática, tendo recebido o seed grant da iniciativa de FDI (Faculty-Driven Initiative).
  • O reitor MIT, Anantha Chandrakasan, afirmou que o MITHIC avança o pensamento humano em pesquisas, inovação e educação, inspirando abordagens colaborativas em nível institucional.
  • O palestrante principal, Rick Locke, discutiu o papel da IA na transformação de indústrias e carreiras, destacando como o MIT Sloan e o MITHIC podem moldar o futuro da gestão e da inovação.
  • Em educação, Kieran Setiya apresentou a iniciativa de “Great Books”, com um piloto de três anos que oferece uma sequência de dois semestres sobre obras que exigem leitura repetida, buscando ampliar perguntas sobre natureza humana, ética e sociedade.

A primeira edição do MIT Human Insight Collaborative (MITHIC) realizou seu Annual Event em 17 de novembro de 2025, reunindo docentes de diversas áreas para apresentar o progresso de projetos financiados na primeira ano da iniciativa presidencial. O encontro ocorreu em Massachusetts, com foco em pesquisas centradas no ser humano. A cerimônia destacou resultados, impactos e caminhos futuros do programa.

Em discurso de abertura, a presidente do MIT, Sally Kornbluth, ressaltou a diversidade de oportunidades criadas pela iniciativa e a importância de fundamentar respostas na interação entre humanidades, artes e ciências sociais. Ela citou o Living Climate Futures Lab como exemplo de projeto apoiado, que atua com comunidades de Massachusetts a Mongólia para enfrentar impactos da mudança climática na saúde, na segurança alimentar e no emprego. O estudo recebeu o prêmio de semente FD I.

O pró-reitor Anantha Chandrakasan elogiou o andamento do MITHIC, destacando que a iniciativa amplia a visão sobre desafios globais e incentiva pensar de forma colaborativa, integrando pensamento centrado no ser humano à pesquisa e à educação. O co-presidente do comitê, Agustín Rayo, participou de uma sessão de conversa com o público após a fala de Chandrakasan.

Educação, ética e futuro dos negócios

Kieran Setiya, professor de Filosofia, apresentou a iniciativa de “Great Books” como piloto de três anos. O programa oferece uma sequência de dois semestres com obras que exigem leitura repetida, conectando perguntas sobre natureza humana, ética, sociedade e política a mudanças sociais e tecnológicas.

Estudantes exploram obras de Platão, Aristóteles, Homero, Virgílio, Virginia Woolf, W. E. B. Du Bois e Simone de Beauvoir. O objetivo é desenvolver compreensão histórica, cultural e social, preparando alunos para atuar como cidadãos e solucionadores de problemas sociais, não apenas para conquistar vagas no mercado de trabalho.

Inteligência artificial e saúde

Em uma sessão sobre IA, Esther Duflo apresentou pesquisas em parceria com Marzyeh Ghassemi em India, voltadas a identificar infartos silenciosos por meio de IA, para melhorar diagnóstico e tratamento da doença cardíaca. O uso de um ECG portátil permitiu coletar dados de 6 mil pacientes em postos de saúde.

Os dados iniciais foram integrados a ultrassonografias cardíacas para confirmar ocorrências de infarto. O algoritmo desenvolvido mostrou maior acurácia na detecção de risco, incluindo jovens com maior probabilidade de infarto não diagnosticados em triagens convencionais baseadas principalmente na idade.

Conservação musical e tecnologia

Outra atividade do dia envolveu a demonstração musical com réplicas de um apito Paracas, criado por equipe do MIT em parceria com o Museu de Belas Artes de Boston. Técnicas de tomografia computorizada foram usadas para modelar instrumentos antigos, medir vibrações e parâmetros acústicos, resultando em réplicas funcionais.

J Jared Katz, curador de instrumentos musicais do MFA, explicou que as réplicas impressas em 3D permitem novas interações com estudantes e músicos, ampliando o acesso às peças da coleção. A apresentação contou com perguntas do público ao longo do dia e uma recepção no encerramento.

Perspectivas e próximos passos

Ao longo do dia, ocorreram ocasiões de perguntas e respostas, seguidas de um encerramento informal. A segunda chamada de propostas do SHASS+ Connectivity Fund deve ocorrer na primavera de 2026, destinando projetos liderados por pesquisadores SHASS e colaboradores de outras áreas. Também haverá nova chamada para o FDI seed grant no mesmo período.

As Edwards do MIT ressaltaram que, em 2026, a instituição continua buscando ampliar o alcance de iniciativas centradas no ser humano, com foco em educação, pesquisa interdisciplinar e impacto social. O MITHIC informou que recebeu quase 80 submissões na segunda rodada de propostas deste ano, ainda sob avaliação para financiamento em 2026.

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