- O Enem pode abrir portas para estudo no exterior; a nota pode ser usada por universidades de Portugal, entre outras opções, dependendo das regras de cada instituição.
- Em Portugal, cerca de 26 universidades aceitam o Enem como base para admissão, substituindo o vestibular local em muitos casos, tanto em instituições públicas quanto privadas.
- Coimbra foi a primeira instituição estrangeira a aceitar oficialmente o vestibular brasileiro em 2014, mediante convênios com o Inep; Portugal é, hoje, o principal destino que aceita o exame fora do Brasil.
- Nos Estados Unidos, o Enem não integra o processo de admissão oficial; as universidades costumam avaliar histórico escolar (GPA), redação, atividades extracurriculares, cartas de recomendação e proficiência em inglês. No Canadá, o Enem pode ser solicitado como documento adicional, com peso limitado.
- Sistemas europeus adicionais costumam exigir histórico escolar e atividades; o Enem pode compor o dossiê, ajudando a contextualizar o desempenho, mas não garante aprovação. Além disso, a preparação envolve documentação, prazos e planejamento financeiro, com foco recomendado em faculdades portuguesas para quem utiliza o Enem.
Com a divulgação das notas do Sisu na sexta-feira (16), estudantes que sonham estudar no exterior começam a planejar os próximos passos da trajetória acadêmica. Além das vagas em instituições públicas brasileiras, o Enem pode abrir portas fora do país.
O Enem nasceu em 1998 e ganhou força com o Sisu em 2009. Em 2014, a Universidade de Coimbra, em Portugal, tornou-se a primeira instituição estrangeira a aceitar o vestibular brasileiro por meio de convênios com o Inep. Hoje, cerca de 26 universidades em Portugal aceitam a nota.
Portugal é o único país fora do Brasil a admitir o Enem como substituto de vestibular, em instituições públicas e privadas. Cada universidade define regras próprias, incluindo nota mínima, pesos por área e validade da nota, que costuma variar entre quatro e cinco anos.
Em outros países europeus, como Espanha, Itália e França, o Enem pode integrar o dossiê de candidatura, mas não é garantia de aprovação. Exige-se ainda histórico escolar e atividades extracurriculares para compor o processo seletivo.
Nos Estados Unidos, o Enem não integra o processo oficial de admissão. Avaliam-se GPA, redação, atividades, recomendações e proficiência em inglês. No Canadá, a nota pode ser solicitada como documento adicional, com peso menor frente a notas de ensino médio e requisitos linguísticos.
Para quem pretende estudar fora, o planejamento acadêmico e financeiro é essencial. Além do orçamento, é preciso verificar a documentação exigida e os prazos de cada instituição, país e política interna.
A coordenadora Roberta Mayumi recomenda que a escola atue de forma estratégica, desenvolvendo escrita analítica, pensamento crítico e atividades extracurriculares, além de apoiar a preparação para provas de proficiência. O Enem pode favorecer bolsas, especialmente em Portugal, embora não seja o único critério.
Quem investe no Enem deve priorizar as faculdades portuguesas, mas manter a possibilidade de usar o exame na concessão de bolsas de estudo em outros cenários. O panorama internacional exige planejamento cuidadoso e verificação de requisitos específicos.
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