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Estado do Rio proíbe carne de tubarão em refeições escolares

Rio de Janeiro proíbe carne de cação na merenda de escolas estaduais por saúde e meio ambiente; diretriz administrativa foi enviada por e-mail, ainda sem diário oficial

The government of Brazil’s Rio de Janeiro state has banned shark meat for meals in most of the schools it manages, after pressure from conservationists and school meal advisers raising health and environmental concerns.
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  • O governo do estado do Rio de Janeiro proibiu a carne de cação em refeições de escolas sob gestão estadual, citando riscos de saúde e impactos ambientais.
  • A regra vale para mil e duzentas escolas da secretaria estadual de educação, o que representa cerca de noventa e cinco por cento das escolas administradas pelo estado; não se aplica a escolas municipais ou privadas, que somam cerca de dez mil e quatrocentas instituições.
  • A proibição entrou em vigor em vinte e três de outubro de dois mil e vinte e cinco, por meio de uma diretriz administrativa enviada por e‑mail; ainda não foi publicada no diário oficial. O documento foi assinado pela coordinadora de segurança alimentar, Lívia Ribera Souza, e baseou‑se em nota técnica da Sea Shepherd Brazil e do National Forum of School Feeding Councils, com referências à Organização Mundial da Saúde, à Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos e à Oswaldo Cruz Foundation.
  • A Mongabay apurou que, desde dois mil e quatro, houve licitações para a compra de carne de cação em outros estados, totalizando milhares de toneladas; no Rio de Janeiro, não houve compras para escolas, mas outros órgãos estaduais e municípios compraram, sendo que Petrópolis e Cabo Frio disseram deixar de adquirir cação.
  • As respostas vão desde elogios de organizações de conservação e de saúde até críticas da indústria pesqueira, que contesta a medida e reivindica transparência; há expectativa de que o estado formalize a proibição no gazette para ter efeito pleno.

O governo do estado do Rio de Janeiro anunciou a proibição de carne de cação, carne de tubarão, em refeições escolares na maioria das escolas administradas pelo estado. A medida foi motivada por preocupações de saúde e ambientais, após pressão de conservacionistas e conselheiros de merenda escolar.

A norma estabelece que 1.200 escolas sob a gestão estadual não poderão mais adquirir nem preparar cação para seus cardápios. O decreto não se aplica às milhares de escolas geridas por municípios ou entidades privadas na rede estadual.

O peso da decisão ganhou contornos nacionais, com organizações que defendem a proteção de tubarões destacando a necessidade de acompanhar evidências técnicas. Críticos apontam falta de transparência no processo de decisão.

A medida entrou em vigor em 23 de outubro de 2025, quando foi encaminhada por meio de orientação administrativa aos estabelecimentos. A orientação afirma que a proibição decorre de notas técnicas de Sea Shepherd Brasil e do Fórum Nacional de Conselhos de Merenda Escolar.

O texto, assinado pela coordenadora de segurança alimentar da Secretaria de Educação, recomenda filés de tilápia como alternativa, citando menor concentração de metais pesados e boa aceitação entre alunos.

Mudança de tema: posição de setores e próximos passos

Organizações da indústria contestam a decisão, classificando-a como restritiva e pedindo publicação formal no diário oficial. Algumas entidades defendem a possibilidade de diálogo para soluções equilibradas.

Especialistas e organizações ambientais veem a medida como avanço para a saúde infantil e para a conservação dos ecossistemas marinhos, defendendo que o estado sirva de exemplo no país.

A formalização completa da proibição no gazette estadual é apontada como passo necessário para que a medida tenha efeito definitivo, segundo conservacionistas. Em 2021, cidades paulistas já haviam adotado restrições similares.

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