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Camilo Santana defende ENAMED em entrevista à CNN

Ministro da Educação defende Enamed e a readequação de faculdades de medicina; punições incluem suspensão de vagas até ajuste das instituições

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  • Em entrevista à CNN Brasil, o ministro da Educação, Camilo Santana, defende o Enamed e o papel do MEC na regulação de cursos de medicina.
  • O Enamed substituiu o Enade e foi aplicado pela primeira vez em 2025 para identificar falhas estruturais antes do profissional chegar ao mercado de trabalho.
  • Santana afirma que não é caça às bruxas e que faculdades com mensalidades altas e notas baixas precisam se readequar investindo em professores, laboratórios e infraestrutura.
  • Faculdades que não atingirem os critérios terão sanções, como suspensão da ampliação de vagas e redução de matrículas, com prazo de readequação até o próximo Enamed.
  • O MEC abriu marco regulatório para o ensino a distância na área da saúde, impactando cursos como enfermagem, e mencionou a possibilidade de associar a nota do Enamed ao diploma para avaliação de egressos, conforme propostas do Conselho Federal de Medicina.

O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou à CNN Brasil que o MEC continua regulando os cursos de medicina no ensino superior, com foco na qualidade da formação em saúde. A declaração ocorre após críticas ao desempenho das faculdades no Enamed.

Segundo Santana, o Enamed, primeira avaliação após substituir o Enade, busca apontar falhas estruturais antes do profissional atuar. Ele destacou que não se trata de fechar universidades, e sim de incentivar reformas com investimentos em professores, laboratórios e infraestrutura.

As instituições com desempenho abaixo do mínimo enfrentarão punições rápidas, como suspensão da ampliação de vagas e redução de matrículas. O MEC garantiu prazo para readequação até o próximo Enamed, sob supervisão regulatória.

Regulamentação do ensino a distância

O MEC anunciou marco regulatório para o EAD na área da saúde. Enfermagem, por exemplo, registrava 40% de matrículas nessa modalidade. A pasta afirma que cargos que exigem contato direto com pacientes não devem ser 100% digitais.

Santana reiterou que o avanço do EAD na saúde passa por critérios de segurança e qualidade, com a necessidade de ensino presencial para capacitação clínica. A medida visa manter padrões de cuidado na prática.

Avaliação de egressos

O CFM sugeriu criar uma avaliação rígida dos egressos, semelhante à OAB. O ministro propôs que o Enamed, ou o diploma com a nota, possa habilitar o profissional para avaliação pelo Conselho. O objetivo é aferir aptidão clínica do médico no país.

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