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Ministério da Saúde formará 760 especialistas em enfermagem obstétrica no país

SUS ganhará 760 especialistas em enfermagem obstétrica com investimento de R$ 17 milhões, ampliando atendimento obstétrico e neonatal em 368 municípios

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  • O Ministério da Saúde vai formar 760 profissionais em enfermagem obstétrica pela Rede Alyne, com investimento de R$ 17 milhões, para fortalecer a atenção obstétrica e neonatal no SUS.
  • A especialização lato sensu começou em novembro de 2025, em formato presencial, com 38 sedes ligadas a instituições de ensino superior e escolas de saúde pública, para profissionais com pelo menos um ano de experiência no SUS.
  • O processo recebeu 3.945 inscrições, com aprovados distribuídos por todas as regiões; a maior concentração foi no Nordeste, com 264 vagas (35%).
  • Os 760 aprovados atuam em 368 municípios, em todas as regiões, incluindo nove estados da Amazônia legal, em 11 instituições de ensino superior, totalizando 194 vagas.
  • A pesquisa aponta carência de profissionais: cerca de 13 mil enfermeiros obstétricos no Brasil, com 46% vinculados a estabelecimentos de saúde; a formação busca regionalizar e fortalecer a rede obstétrica e neonatal.

O Ministério da Saúde vai formar 760 especialistas em Enfermagem Obstétrica no Brasil. A iniciativa, com investimento de 17 milhões de reais, reforça o SUS por meio da Rede Alyne. O objetivo é ampliar a atenção obstétrica e neonatal no país.

A formação ocorre na modalidade lato sensu, com início em novembro de 2025. São 38 sedes vinculadas a IES e ESP, para profissionais com pelo menos um ano de experiência na saúde das mulheres no SUS. A seleção priorizou candidaturas atuando em territórios interiorizados.

Ao todo, 3.945 interessados participaram do processo seletivo, e 760 foram aprovados em todas as regiões. A maior parte dos aprovados veio do Nordeste, seguido pelo Sudeste, Norte, Sul e Centro-Oeste. Os aprovados atuam em 368 municípios.

Distribuição regional e institucional

Os 760 aprovados formam vagas distribuídas entre 11 Instituições de Ensino Superior (IES) e áreas da Amazônia legal, com 194 vagas totais. A meta é regionalizar a formação e fortalecer maternidades, Centros de Parto Normal e atenção primária.

A seleção teve 58,9% de aprovados vinculados à Atenção Primária da Saúde, 34,5% a maternidades e Centros de Parto Normal, 4,1% a hospitais da Ebserh e 2,5% a ESP/IES ligadas a CEEO. A carga horária é de 720 horas, com duração de 16 meses.

Perspectivas e contexto

A formação busca ampliar a oferta de especialistas para atender demanda do SUS. No Brasil, existem cerca de 13 mil enfermeiros obstétricos registrados, com menos da metade atuando em estabelecimentos de saúde. Dados indicam densidade menor que a de países com modelos de cuidado obstétrico.

A coordenação do curso é da Universidade Federal de Minas Gerais, em parceria com 38 instituições. A iniciativa também conta com o apoio da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras.

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