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Lula defende educação de gênero diante do aumento de feminicídios

Lula defende educação com perspectiva de gênero, em meio ao recorde de feminicídios e ao Pacto Nacional contra o Feminicídio

O presidente Lula (PT). Foto: Sergio Lima/AFP
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  • Lula defendeu educação com perspectiva de gênero na educação básica e no ensino superior.
  • A defesa ocorreu em Salvador, durante a comemoração dos 46 anos do PT, com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana.
  • Ele afirmou que é preciso dizer aos meninos que não são donos das mulheres, citando a necessidade de incluir a abordagem nos currículos.
  • Dados parciais do Ministério da Justiça mostram que, em 2025, o Brasil teve o maior número de feminicídios desde a criação da tipificação, com 1.470 vítimas, cerca de quatro mortes por dia.
  • O Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, lançado pelo governo, pelo Congresso Nacional e pelo Poder Judiciário, prevê atuação coordenada entre os Três Poderes, com rapidez na concessão de medidas protetivas, punição a agressores e divulgação de metas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende a educação com perspectiva de gênero na Educação Básica e no Ensino Superior, diante do aumento dos feminicídios no Brasil. A declaração ocorreu neste sábado, durante a comemoração dos 46 anos do PT em Salvador, com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana.

Lula enfatizou que as escolas devem orientar meninas e meninos desde a creche, deixando claro que meninos não são proprietários de mulheres. A fala integra a defesa de uma abordagem curricular voltada à igualdade de gênero.

Dados parciais do Ministério da Justiça apontam que, em 2025, o Brasil teve o maior número de feminicídios desde 2015, quando a tipificação foi criada. Foram 1.470 vítimas ao longo do ano, média de quase quatro por dia.

Pacto Nacional contra o Feminicídio

Na quarta-feira, governo federal, Congresso Nacional e Poder Judiciário anunciaram o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio. A iniciativa busca atuação coordenada entre os Três Poderes para prevenir a violência contra mulheres e meninas.

Entre as medidas previstas estão a atuação do Ministério das Mulheres, maior rapidez na concessão de medidas protetivas e na punição de agressores. Também haverá divulgação de metas e resultados do enfrentamento à violência.

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