- Professores grevistas de São Francisco cruzaram os braços nesta segunda-feira, a primeira greve de docentes de escolas públicas da cidade em quase cinquenta anos.
- A paralisação levou o distrito escolar a fechar todas as 120 escolas, com previsão de oferecer estudo independente para cerca de 50 mil estudantes.
- Os docentes reivindicam aumento salarial, cobertura integral de saúde familiar e mais recursos para alunos com necessidade especial, além de políticas de apoio a famílias sem-teto e imigrantes.
- O sindicato pede alta de 9% em dois anos; o distrito propõe aumento de 6% em três anos, com bônus caso haja superávit até 2027-28. O déficit do distrito é estimado em cerca de US$ 100 milhões.
- Opções apresentadas pelo distrito incluem cobertura de 75% do plano de saúde familiar pela rede Kaiser ou uma ajuda anual de US$ 24 mil para escolha de plano de saúde; negociações devem recomeçar ao meio‑dia.
Os professores da rede pública de San Francisco entraram em greve nesta segunda-feira, a primeira desde 1979 na cidade. A paralisação envolve milhares de docentes e ocorre após falhas nas negociações com o distrito escolar sobre salários, planos de saúde e recursos para alunos com necessidades especiais.
O sindicato aponta que a crise de custo de vida inviabiliza a permanência de educadores qualificados. A presidente do United Educators of San Francisco afirma que as mensalidades de saúde para dependentes chegam a 1.500 dólares e que isso empurra profissionais para fora do distrito.
O San Francisco Unified School District encerrou as atividades em 120 escolas e oferece apenas estudo independente a parte dos 50 mil alunos da rede. A liga entre trabalhadores e administração se manteve tensa, com propostas salariais ainda distantes.
Mudança de tema: propostas e posicionamentos
A prefeitura e parlamentares locais destacaram o apelo pela continuidade das negociações, com o prefeito Daniel Lurie e a deputada Nancy Pelosi incentivando as partes a manterem o diálogo. O objetivo é evitar novas interrupções no ano letivo.
Os sindicatos exigem reajuste de 9% em dois anos, além de financiamento completo do plano de saúde familiar, contratações para vagas em educação especial e políticas de apoio a alunos sem moradia ou imigrantes. O distrito propõe 6% de aumento em três anos.
Detalhes financeiros e próximos passos
Uma decisão unilateral de encargos de saúde não está prevista, segundo o distrito, que oferece duas alternativas: custeio de 75% do plano de saúde familiar em parceria com a Kaiser ou um auxílio anual de 24 mil dólares para escolher o plano de saúde. Um painel neutro sugeriu, na semana passada, um meio-termo de 6% em dois anos.
O distrito enfrenta déficit de cerca de 100 milhões de dólares e está sob supervisão estadual por questões financeiras de longo prazo. A administração afirma não ter condições de sustentar aumentos maiores sem remanescentes para a folha de pagamento e para as escolas.
Perspectivas para retorno das negociações
Os dirigentes sindicais planejam uma coletiva de imprensa na manhã de hoje, com um comício programado para a prefeitura. A retomada das negociações estava marcada para o meio-dia, com expectativa de avanços que possam reintegrar alunos às atividades presenciais.
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