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Greve de professores de San Francisco termina com acordo provisório

Greve de professores de São Francisco termina com acordo provisório sobre salários e benefícios de saúde; retorno às aulas previsto para a próxima semana

Teachers, educators and supporters rally and march on the fourth day of the strike in San Francisco, California, on Thursday.
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  • Cerca de 6 mil professores chegaram a um acordo provisório com o distrito, encerrando a greve iniciada na segunda-feira.
  • As escolas reabrirão para o corpo docente na sexta-feira e para alunos na quarta, após dois feriados.
  • Os docentes reivindicavam reajuste salarial de 9% em dois anos, mais benefícios de saúde familiares e mais recursos para alunos com necessidades especiais.
  • O SFUSD enfrenta deficit de 100 milhões de dólares e está sob supervisão estadual; um painel independente sugeriu 6% de aumento em dois anos, posição próxima à do distrito.
  • Em saúde, o distrito apresentou duas opções: assumir 75% da cobertura familiar com a seguradora Kaiser ou oferecer um subsídio anual de 24 mil dólares para escolha de plano de saúde pelos docentes.

San Francisco: o fim da greve de professores ocorre com um acordo tenso, considerado provisório, entre o distrito escolar da cidade e o sindicato da categoria. O acordo visa retomar as aulas após dias de paralisação. A retomada depende de aprovação formal dos termos.

Representando cerca de 6 mil docentes, o sindicato travou negociações com o SFUSD ao longo de quase um ano. Os docentes reivindicavam salários maiores, melhorias nas vantagens de saúde e mais recursos para alunos com necessidades especiais.

A paralisação teve início na segunda-feira, durante o calendário escolar. O SFUSD fechou as 120 escolas e ofereceu estudo independente para cerca de 50 mil estudantes. A suspensão se deu após falhas nas negociações finais.

Detalhes do acordo provisório

As partes negociam salários e benefícios com foco em equidade para a saúde familiar dos docentes. O distrito enfrenta déficit de cerca de US$ 100 milhões e está sob supervisão estadual, com impactos sobre contratos.

O sindicato pediu aumento de 9% em dois anos, o que implicaria US$ 92 milhões adicionais por ano para o distrito. A proposta do distrito foi de 6% em três anos, com bônus caso haja superávit até 2027-28.

No âmbito da saúde, a proposta prevê duas opções: o distrito arcar com 75% da cobertura familiar via seguradora Kaiser ou oferecer uma verba anual de US$ 24 mil para a escolha de planos de saúde pelos docentes.

Um painel independente de mediação recomenda, de forma mais alinhada às restrições financeiras do distrito, um aumento de 6% em dois anos, fortalecendo o viés financeiro da posição da administração.

A retomada escolar está prevista: as equipes voltam a trabalhar na sexta-feira e os alunos retornam na quarta, após dois feriados. A cidade espera normalizar o calendário escolar e reduzir a necessidade de estudo remoto.

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