- Hackers do Bem abre 25 mil vagas em 2026 para cursos de nivelamento e básico de cibersegurança, ampliando a oferta gratuita.
- O programa é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, executada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, sem pré-requisitos para participação.
- A expansão ocorre em meio à escassez global de profissionais; a Organização Internacional Conselho Internacional de Segurança Cibernética (ISC²) aponta déficit superior a 4,8 milhões de especialistas no mundo. No Brasil, há alta demanda por formação técnica qualificada.
- Desde janeiro de 2024, já foram certificados mais de 36 mil alunos; a ESR afirma que o Hackers do Bem é referência e fortalece a defesa cibernética do país.
- As inscrições são feitas exclusivamente pelo site hackersdobem.org.br; a formação envolve nivelamento, básico, residências tecnológicas e bolsa mensal por seis meses.
Em meio ao crescimento de golpes digitais e ataques cibernéticos, o Hackers do Bem abriu 25 mil vagas para 2026 nos cursos de nivelamento e básico. A iniciativa é do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e é executada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Não há pré-requisitos para participar.
A ampliação ocorre diante da escassez global de profissionais de cibersegurança. Dados da ISC² apontam déficit superior a 4,8 milhões de especialistas no mundo, enquanto no Brasil a falta de mão de obra qualificada também preocupa empresas e órgãos públicos. O programa já certificou mais de 36 mil alunos desde 2024.
O objetivo é fortalecer a defesa de sistemas digitais e reduzir vulnerabilidades. Segundo o diretor-adjunto da Escola Superior de Redes (ESR), a expansão reforça o caráter estratégico da iniciativa, com foco na formação ética e responsável para atuação na linha de defesa cibernética.
Essa atuação já é reconhecida pela comunidade técnica, com a ESR destacando o Hackers do Bem como uma referência nacional e internacional. O programa tem ampliado o acesso de jovens e profissionais a oportunidades de capacitação e inserção no mercado de trabalho.
Paralelamente, o programa atrai perfis diversos. Em Contagem (MG), Patrícia Monfardini, 52 anos, mudou de área e hoje trilha caminho na Red Team, combinando residência tecnológica com o curso de Engenharia de Software. Em Alto Paraíso de Goiás ( GO), Marcelo Goulart, 60 anos, viu na iniciativa uma chance de recomeçar. Gabriel Matos, 27, formado em Direito, encontrou na forense digital uma nova perspectiva profissional.
A expansão acontece em um momento de aumento de vazamentos de dados, fraudes financeiras e ataques a serviços essenciais, fortalecendo a integração da formação de especialistas à agenda estratégica do governo federal. O diretor da ESR reforça que a iniciativa pretende consolidar a cibersegurança como política pública permanente, com foco na proteção de sistemas críticos e na soberania tecnológica do país.
Quem pode participar
Não há pré-requisitos para a participação. Estudantes de ensino técnico, médio ou superior, profissionais de TI que desejam se especializar e quem pretende migrar de área podem se inscrever. Não é necessária experiência prévia em cibersegurança.
Como funciona
A formação inicia com um curso de nivelamento, seguido pelo nível básico. Os módulos de fundamentação e especialização trazem aulas ao vivo e atividades práticas em laboratório. A etapa final é a residência T-tecnológica, com atuação prática nos escritórios regionais da RNP e bolsa mensal por seis meses.
Inscrições
As inscrições são exclusivas pelo site oficial do programa.
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