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Um em cada quatro alunos da rede pública estuda em tempo integral

Tempo integral atinge 25% das matrículas da rede pública em 2025, cumprindo a meta do Plano Nacional de Educação e ampliando atuação, sobretudo no ensino médio

Brasília (DF), 26/03/2025 - Alunos de escola no Itapuã, região administrativa do Distrito Federal. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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  • Em 2025, 25,8% das matrículas da rede pública são em tempo integral (7 horas/dia ou 35 horas/semana).
  • Crescimento de 10,7 pontos percentuais entre 2021 e 2025, indo de 15,1% para 25,8%.
  • Brasil atinge a meta do Plano Nacional de Educação de ampliar para pelo menos 25% as matrículas em tempo integral na educação básica da rede pública.
  • Ensino médio mostra o maior ganho: 16,7% em 2022 para 26,8% em 2025.
  • Investimento de 4 bilhões de reais pelo MEC no Programa Escola em Tempo Integral desde 2023, com 923 mil novas matrículas em um ano, totalizando 8,8 milhões na rede pública.

O Ministério da Educação (MEC) e o Inep divulgaram os resultados da primeira etapa do Censo Escolar 2025. O estudo aponta expansão da educação em tempo integral em todas as etapas da educação básica no país, considerando tempo de permanência de 7 horas diárias ou 35 horas semanais. O levantamento mostra crescimento da matrícula presencial em tempo integral na rede pública entre 2021 e 2025.

Entre 2021 e 2025, a participação de alunos em tempo integral na rede pública subiu de 15,1% para 25,8%. O crescimento representa um avanço de 10,7 pontos percentuais e leva o Brasil à meta do Plano Nacional de Educação (PNE) de ampliar a modalidade para pelo menos 25% da educação básica na rede pública.

Avanços por etapa

A maior elevação ocorreu no ensino médio, onde a presença em tempo integral passou de 16,7% em 2022 para 26,8% em 2025. Nos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano), o valor foi 23,7%, já nos anos iniciais (1º ao 5º ano) ficou em 20,9%. Na pré-escola, as matrículas em tempo integral chegaram a 18,3%.

Para a superintendente do Itaú Social, Patricia Mota Guedes, os números indicam avanço expressivo e consistente desde 2022, com o cadastramento de quase 923 mil novas matrículas em um ano. O total de estudantes na rede pública chegou a mais de 8,8 milhões.

Apesar dos números positivos, a análise aponta que ampliar o tempo de permanência não basta. É necessário que as escolas organizem currículos diversificados com atividades artísticas, esportivas e culturais, alinhadas ao território e às realidades dos estudantes, promovendo aprendizagens cognitivas e socioemocionais.

Investimentos e implementação

O MEC afirma que o resultado é resultado do Programa Escola em Tempo Integral, lançado em 2023, com aportes de cerca de 4 bilhões de reais para apoiar redes de ensino na expansão da modalidade em todas as etapas da educação básica. O investimento busca consolidar a educação em tempo integral como estratégia de redução de desigualdades e melhoria da aprendizagem.

O Censo Escolar é realizado anualmente pelo Inep e reúne dados de escolas públicas e privadas, docentes, gestores e turmas, cobrindo todas as etapas e modalidades da educação básica. As informações envolvem educação regular, educação especial, EJA e educação profissional.

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