- Anália Franco, aos dezesseis anos tornou-se professora concursada e, ao perceber dificuldades de acesso à educação para crianças pobres, abriu sua primeira escola em uma casa alugada e criou um abrigo para alunos sem mãe; até 1919, foi responsável pela construção de setenta e uma escolas e outras ações sociais.
- Dorina Nowill perdeu a visão aos dezessete anos e tornou-se a primeira aluna cega a concluir um curso regular na Escola Normal Caetano de Campos; criou a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, que produz e distribui livros em braile gratuitamente, e depois se especializou em educação para cegos no Teacher’s College, em Nova York.
- Sônia Guimarães tornou-se a primeira mulher negra a lecionar no Instituto Tecnológico de Aeronáutica e também a primeira mulher negra no departamento de física da instituição, em dois mil e pouco.
- Rita Lobato foi a primeira mulher a se formar em medicina no Brasil, em mil oitocentos e oitenta e sete, atuando em São Paulo e no Rio Grande do Sul; abriu portas para outras mulheres na medicina e foi ativista pelos direitos femininos e pela educação igualitária.
- Antonieta de Barros fundou o Curso Particular Antonieta de Barros para alfabetização de adultos, foi a primeira deputada estadual negra no Brasil e lutou por melhores condições de educação e pelos direitos das mulheres, além de ter acompanhado a instituição do Dia do Professor.
Ao celebrar o Dia Internacional da Mulher, o noticiário relembra mulheres que revolucionaram a educação no Brasil. Entre elas, protagonismos vão desde a criação de escolas para crianças de comunidades carentes até ações de inclusão para pessoas com deficiência. As trajetórias ajudam a entender como o acesso à educação foi ampliado ao longo de décadas.
As histórias destacadas mostram ainda a participação feminina em espaços antes dominados por homens, abrindo portas para novas gerações. A seguir, perfis resumidos de cinco educadoras que deixaram marcas significativas no país.
1. Anália Franco
Anália Franco tornou-se professora concursada aos 16 anos e atuou na educação primária. Ao notar dificuldades de crianças pobres, criou sua primeira escola em casa alugada, que virou abrigo para alunos sem mãe. Entre 1880 e 1919, foi responsável pela abertura de 71 escolas e por obras sociais.
2. Dorina Nowill
Dorina Nowill perdeu a visão aos 17 anos e tornou-se a primeira aluna cega a concluir um curso regular em São Paulo. Ao observar a carência de livros em braile, fundou a Fundação para o Livro do Crego no Brasil, que produzia e distribuía obras em braile gratuitamente. Posteriormente, especializou-se em educação para cegos no Teacher’s College, em Nova York.
3. Sônia Guimarães
Sônia Guimarães foi a primeira mulher negra a lecionar no ITA, em 1993, quando o instituto ainda não aceitava mulheres entre seus estudantes. Ao integrar o corpo docente, tornou-se também a primeira mulher negra no departamento de física da instituição.
4. Rita Lobato
Rita Lobato foi a primeira mulher formada em medicina no Brasil, em 1887. Ela atuou em São Paulo e no Rio Grande do Sul, contribuindo para a saúde pública e enfrentando resistências. Sua atuação abriu caminhos para novas gerações de mulheres na medicina e na defesa de direitos.
5. Antonieta de Barros
Antonieta de Barros, educadora e política, fundou o Curso Particular Antonieta de Barros, dedicado à alfabetização de adultos. Formada pela Escola Normal Catarinense, tornou-se a primeira deputada estadual negra no Brasil após vencer a eleição em que as mulheres puderam votar. Durante o mandato, lutou por educação de qualidade e pelos direitos das mulheres.
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