- Ellie Wyse, na época estudante do ensino médio, viveu o ataque em STEM School Highlands Ranch em 7 de maio de 2019; um aluno morreu e oito ficaram feridos, e a amizade com o atirador também acabou.
- Após o trauma, ela passou a sentir medo e ansiedade; a mãe sugeriu terapia EMDR, que durou cerca de seis semanas e permitiu que voltasse a frequentar a escola sem ansiedade.
- O EMDR usa estímulos bilaterais durante a reprocessação de memórias traumáticas, com acompanhamento do nível de sofrimento (SUDS) e reestruturação de crenças negativas.
- Hoje, Wyse cursa psicologia na Cedarville University e pretende ingressar na pós-graduação para se tornar terapeuta licenciada, defendendo escolas e comunidades mais preparadas para lidar com traumas.
- A reportagem também aborda a expansão do EMDR entre famílias e comunidades religiosas, destacando a importância de apoio estável, rotinas previsíveis e redes de suporte no processo de recuperação.
Ellie Wyse foi adolescente de 15 anos quando o STEM School Highlands Ranch, nos arredores de Denver, viveu um ataque em 7 de maio de 2019. A escola entrou em lockdown; ela saiu do edifício sob escolta de SWAT after ouvir tiros. Um colega foi morto, oito ficaram feridos. Wyse presenciou o pavor do momento e a saída forçada pela segurança.
A jovem relatou que, nos dias seguintes, a alegria deu lugar ao silêncio e à ansiedade. Ela passou a lidar com culpa de sobrevivente ao questionar por que conseguiu escapar. A mãe notou mudanças de comportamento antes que ela reconhecesse o que ocorria.
Para enfrentar o trauma, a família indicou EMDR, terapia que reprocessa memórias traumáticas em ambiente seguro. Enquanto o tratamento tradicional foca em fala, o EMDR utiliza estimulação bilateral para reduzir a angustia associada à lembrança.
Especialista em EMDR, a terapeuta Jessica Cobb explica que o método ajuda o cérebro a liberar memórias de forma menos reativas. Durante as sessões, o paciente não precisa narrar o trauma se não quiser, e o progresso é monitorado por uma escala de desconforto.
Wyse realizou sessões de EMDR por cerca de seis semanas. Ela descreve melhora na capacidade de frequentar a escola sem ansiedade intensificada, seguida de sessões de terapia convencional.
Trilhas de trauma permanecem, principalmente em datas marcantes como o 4 de julho. Com o tempo, a jovem aprendeu a conviver com as lembranças, mantendo atividades sociais e participando de grupos de improvisação.
A história de Wyse a levou a buscar atuação como psicóloga para ajudar jovens. Ela vê lacunas no atendimento a adolescentes traumatizados, agravadas pela pandemia, e quer trabalhar com suporte contínuo, incluindo a participação dos pais no tratamento.
Profissionais ressaltam a importância de rotinas previsíveis, técnicas de regulação emocional e apoio de familiares, amigos e líderes religiosos. O objetivo é criar ambientes escolares e comunitários mais sensíveis ao trauma.
Em relatos de especialistas, comunidades religiosas podem atenuar sintomas de estresse pós-traumático após ocorrências graves. Em casos de alerta, pais devem observar sinais como retraimento ou pesadelos para buscar apoio adequado.
Wyse hoje é estudante de psicologia em Cedarville University e planeja ingressar em curso de pós-graduação para tornar-se terapeuta licenciada. Além do estudo, mantém atividades sociais que ajudam no manejo do trauma.
O caso de Wyse ilustra o uso do EMDR como parte de uma abordagem integrada de cuidado, que inclui apoio familiar, saúde física e espiritualidade. O objetivo é oferecer caminhos de recuperação para jovens que vivenciaram violência escolar.
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