- A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo promove formações para docentes sobre combate ao racismo e à xenofobia ao longo deste ano.
- O encontro mais recente ocorreu no final de fevereiro com profissionais da Coordenadoria Pedagógica, com foco no Protocolo para Prevenção e Enfrentamento ao Racismo e à Xenofobia na Educação, lançado em dois mil e vinte e cinco.
- O protocolo orienta procedimentos nas escolas, incluindo identificação dos envolvidos, acolhimento com escuta ativa e comunicação do plano de ação à vítima.
- A gestão municipal pretende capacitar todos os educadores da rede para conhecer o documento e aplicar os fluxos estabelecidos.
- O Anuário Brasileiro da Educação Básica de dois mil e vinte e cinco mostra desigualdades: entre brancos, negros, indígenas e amarelos, com noventa e um vírgula cinco por cento dos jovens brancos concluindo o ensino fundamental aos dezesseis anos; oitenta e três vírgula cinco por cento entre pardos e oitenta por cento entre pretos; no ensino médio, aos dezoito ou dezenove anos, setenta e nove vírgula quatro por cento dos brancos concluíram a etapa, frente a sessenta e dois vírgio um por cento dos pretos.
A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo promove, ao longo deste ano, formações para professores com foco no combate ao racismo e à xenofobia. O objetivo é disseminar práticas antiirracistas entre servidores da rede pública.
O encontro mais recente ocorreu no fim de fevereiro e reuniu profissionais da Coordenadoria Pedagógica. O tema foi o Protocolo para Prevenção e Enfrentamento ao Racismo e à Xenofobia na Educação, lançado em 2025.
O documento orienta as escolas sobre procedimentos, encaminhamentos e fluxos a seguir diante de condutas racistas e xenofóbicas. Em caso de ocorrência, o primeiro passo é identificar os envolvidos. Em seguida, gestores devem acolher as vítimas com escuta ativa e informá-las sobre o plano de ação.
A Secretaria pretende ampliar as formações para que todos os educadores da rede conheçam o protocolo, assegurando a aplicação das diretrizes na prática escolar.
Desigualdade na educação
Dados do Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025 indicam que a desigualdade racial continua presente. O estudo aponta diferenças de aprendizagem entre estudantes brancos, negros, indígenas e amarelos entre 2013 e 2023.
Entre jovens do ensino fundamental aos 16 anos, 91,5% dos brancos concluem o ciclo, frente a 83,5% dos pardos e 80,9% dos pretos. No ensino médio, aos 19 anos, 79,4% dos brancos finalizam a etapa, versus 66,6% dos pardos e 62,1% dos pretos.
A reportagem da CNN Brasil também destaca a persistência dessas disparidades e os impactos da desigualdade na educação pública.
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