- Ministério da Educação puniu 57 cursos de medicina por desempenho insuficiente no Enamed 2025: 53 privados e 4 federais, todos com nota 1 ou 2.
- O Enamed estabelece mínimo de 60 pontos; as punições seguem o percentual de concluintes que atingiram esse nível.
- Entre as federais, UFPA obteve conceito 1; UFMA, Unila e UFSB tiveram conceito 2, com redução de 50% das vagas e impossibilidade de ampliar oferta de cursos.
- Entre as privadas, 7 cursos com conceito 1 ficam sem abrir novas vagas; 12 com 30% a 40% de alunos proficientes terão corte de 50% das vagas; 34 com 40% a 50% terão redução de 25%.
- Todos os cursos privados punidos perdem acesso a programas federais de financiamento e bolsas (Fies e ProUni); recurso pode ser apresentado em 30 dias e as sanções valem até a próxima edição do Enamed, em outubro de 2026.
O Ministério da Educação puniu 57 cursos de medicina no Brasil por baixo desempenho no Enamed 2025. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na terça-feira (17). A medida envolve principalmente instituições privadas, mas também quatro federais.
O Enamed, primeira edição em 2025, estabelece 60 pontos como mínimo de proficiência. Os cursos receberam punição conforme a fatia de alunos que atingiu esse patamar, com base no desempenho dos concluintes.
Universidades federais entre as punidas
Entre as federais, a UFPA ficou com conceito 1 e UFMA, Unila e UFSB com conceito 2. As quatro perdem 50% das vagas e ficam sem ampliar ofertas de cursos.
Impacto nas privadas e sanções mais duras
Entre as privadas, sete graduações receberam conceito 1 e menos de 30% de alunos proficientes, proibidas de abrir novas vagas. Entre elas estão unidades da Estácio, Unilago e Centro Universitário de Adamantina.
Demais tutelas e consequências
Doze cursos com nota 1 terão cortes de 50% nas vagas, com universidades conectadas a grandes grupos educacionais entre as prejudicadas. Em geral, todos os privados perdem acesso a programas federais de financiamento e bolsas.
Prazo e próximos passos
As instituições têm 30 dias para recorrer. As punições vigorarão até a edição seguinte do Enamed, prevista para outubro de 2026, quando haverá nova avaliação dos cursos.
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