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Polícia indiciou professor por injúria racial após comparar aluno a chimpanzé

Polícia indiciou professor por injúria racial após comparar aluno de 13 anos a chimpanzé em escola particular de Maceió; MP decidirá se denuncia ou arquiva

Ascom/PC-AL
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  • A Polícia Civil de Alagoas indiciou por injúria racial um professor de matemática de uma escola particular de Maceió, após ele ter, segundo a acusação, comparado um aluno de 13 anos a um chimpanzé.
  • O caso ocorreu em fevereiro, mas só ganhou repercussão com a abertura de um inquérito na Delegacia Especial dos Crimes contra Vulneráveis.
  • A pena prevista para injúria racial é de dois a cinco anos de reclusão, com possibilidade de aumento de até um terço em ambiente escolar.
  • A defesa do aluno afirma que o professor reagiu a uma foto de animal apresentada por outro estudante; o aluno negro teria sido apontado pelo docente, iniciando o bullying.
  • O Colégio Fantástico informou ter repudiado o ato, levado o caso ao Conselho Tutelar e está colaborando com as investigações, que incluíram oitivas e análise de registros audiovisuais; a delegada responsável, Rebecca Cordeiro, ressaltou o compromisso no combate ao racismo.

O caso ocorreu em fevereiro, mas só ganhou repercussão após a abertura de um inquérito pela Delegacia Especial dos Crimes contra Vulneráveis. A Polícia Civil de Alagoas indiciou um professor de matemática por injúria racial. O fato envolve um adolescente de 13 anos em um colégio particular de Maceió.

Segundo a defesa da vítima, o professor comparou a imagem de um chimpanzé com o aluno negro que estava na sala. O episódio gerou constrangimento entre os colegas, que riram, e deixou o jovem em sofrimento psicológico, conforme relato do advogado da família.

O aluno relatou à família que chegou em casa calado e chorou ao contar o ocorrido. O estudante ficou dois dias sem frequentar a escola e só retornou após o professor ser demitido. A escola afirmou repudiar qualquer ato de racismo.

Investigação e próximos passos

A apuração envolveu oitiva de testemunhas, análise de registros audiovisuais da escola e depoimentos da coordenação pedagógica. O caso segue sob análise do Ministério Público estadual, que decidirá se denuncia ou arquiva a ocorrência.

A instituição de ensino informou ter encaminhado o caso ao Conselho Tutelar de Maceió e permanece à disposição para colaborar com as investigações. A Polícia Civil destacou o compromisso de punir formas de racismo, especialmente em ambientes educativos.

A pena prevista para injúria racial varia de dois a cinco anos de reclusão, com possível agravamento em até um terço quando praticada com finalidade recreativa ou em ambiente escolar, conforme o Código de Processo Penal. O desfecho depende da atuação do MP.

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