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Caso de misoginia em escola de SP reacende debate sobre violência de gênero

Caso de misoginia em escola de Perdizes reacende debate sobre violência de gênero e a necessidade de educação socioemocional e mediação escolar

Violência nas escolas brasileiras registrou alta de 23% em 2024, com 15.759 casos, aponta relatório do MEC
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  • O Colégio São Domingos, em Perdizes, suspendeu cinco alunos do 9º ano após mensagens misóginas e apologia a crimes sexuais em um grupo de WhatsApp.
  • Três estudantes criaram uma lista que classificava colegas como “estupráveis”; outros dois compartilharam figurinhas de Jeffrey Epstein.
  • O conteúdo veio à tona na última semana, quando alunas descobriram tudo, confrontaram os autores e reportaram à coordenação.
  • Especialistas veem o caso como sintoma de crescimento da misoginia entre jovens, com influência de conteúdos digitais e mediação parental/educativa insuficiente.
  • Defendem que a punição deve ser parte de um processo educativo, com educação socioemocional, práticas restaurativas e parceria entre escola e família para promover respeito e equidade de gênero.

O Colégio São Domingos, em Perdizes, zona oeste de São Paulo, suspendeu cinco alunos do 9º ano após identificar mensagens misóginas e apoio a crimes sexuais em um grupo de WhatsApp. Três estudantes criaram uma lista que classificava colegas como “estupráveis”, enquanto outros dois compartilharam figurinhas de Jeffrey Epstein. O episódio veio à tona quando alunas do colégio confrontaram os autores e acionaram a coordenação.

As autoridades da escola informaram que as sanções foram aplicadas no âmbito das normas internas. O caso expõe a violência simbólica no ambiente escolar e a responsabilidade compartilhada entre famílias e instituição de ensino. A direção afirmou tratar o assunto com prioridade e buscando medidas educativas.

Debate sobre violência de gênero no ambiente escolar

Especialistas apontam que a misoginia entre jovens é um fenômeno que ganha terreno com o consumo precoce de conteúdos digitais. A psicopedagoga Paula Furtado destaca que o problema reflete modelos culturais e discursos polarizados presentes em dispositivos usados pelos adolescentes.

Ela acrescenta que o excesso de estímulos digitais pode empobrecer habilidades socioemocionais, fazendo da escola um espaço onde conflitos se manifestam de forma crua. A mediação adulta e a escuta às vítimas são apontadas como passos centrais.

Medidas e responsabilidades

Paula Furtado defende respostas rápidas das instituições, com acolhimento emocional e ações preventivas. Ela sugere programas de educação socioemocional, práticas restaurativas e projetos que promovam respeito e diversidade desde cedo.

A responsabilidade é dividida: a escola atua na formação de cidadãos críticos e em protocolos de convivência; as famílias devem modelar comportamentos e monitorar o conteúdo consumido no mundo digital. A coerência entre fala familiar e institucional é fundamental para a prevenção.

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