- Cuidar da infância exige um adulto que saiba pausar, ouvir e não ocupar tudo com pressa.
- O conceito japonês yutori é visto como pausa para respirar, observar e sentir, oposto à pressa.
- Quando não estamos inteiros, a criança percebe e as telas tendem a ocupar o colo.
- É hora de escutar as crianças, desacelerar os adultos e reconhecer que educar é um ato coletivo.
- Uma criança que se sente segura, amada e respeitada aprende a conviver, cuidar e pensar; quem erra e é acolhida, confia em si.
Marcelo Cunha Bueno, colunista da Crescer, afirma que o cuidado infantil começa com um adulto que sabe desacelerar. Em entrevista, ele ressalta a importância de pausar, ouvir e permitir espaço para a criança respirar. O diagnóstico é de um tempo de pausa como elemento pedagógico.
Segundo o educador, manter a presença plena evita que a tecnologia ocupe o colo das crianças. Quando os adultos não estão inteiros, a percepção infantil muda e as telas tendem a ganhar espaço. A literatura citada por ele reforça a necessidade de desaceleração.
Buenaena observa que educar é, sobretudo, um ato coletivo. Uma criança que sente segurança, afeto e respeito tende a conviver melhor, cuidar dos outros e refletir. O foco é criar ambientes em que erros sejam acolhidos para favorecer a confiança.
Yutori: o conceito japonês aplicado à educação
Yutori, segundo o educador, é a pausa para respirar, observar e sentir. O conceito contrasta com a pressa atual e pode influenciar a forma como educamos hoje. A ideia ganha espaço como alternativa para hábitos educativos.
Para finalizar, o especialista destaca que a educação precisa de escuta ativa às crianças. Desacelerar os adultos e promover ações coletivas ajudam a criar rotinas mais saudáveis. O objetivo é reforçar vínculos e o desenvolvimento infantil.
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