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EaD domina o ensino superior, mas tem evasão recorde

EaD domina novas matrículas no ensino superior em 2024 (66,81%); evasão atinge 41,6% (recorde), enquanto presencial registra queda.

Gráfico mostra avanço das matrículas a distância no ensino superior desde 2014
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  • Em 2024 foram 5,01 milhões de novos alunos em faculdades, com 66,81% ingressando em cursos a distância (EaD).
  • A participação do EaD entre novos ingressos era de 23,37% em 2014, aumentando 43,44 pontos percentuais em dez anos.
  • A evasão no EaD chegou a 41,6% em 2024, o maior índice já registrado, enquanto a evasão no presencial ficou em 24,8%.
  • Dados do Inep e do Mapa do Ensino Superior indicam que, pela primeira vez, as matrículas ativas em EaD superaram as presenciais.
  • Em 2024, a taxa de escolarização de 18 a 24 anos chegou a 20,8%, com o Distrito Federal, Paraná e Santa Catarina liderando as maiores porcentagens.

Os cursos de graduação a distância (EaD) dominam o ensino superior no Brasil, segundo dados divulgados pelo Semesp e pelo Inep. Em 2024, foram registradas 5,01 milhões de novas matrículas em faculdades, das quais 66,81% ocorreram em EaD. A participação das graduações a distância cresceu 43,44 pontos percentuais desde 2014, quando o EaD representava 23,37% do total de novos alunos.

Apesar do avanço, o setor enfrenta alta evasão. A taxa de desistência em EaD chegou a 41,6% em 2024, o maior índice já registrado. Em contraste, a evasão no ensino presencial caiu para 24,8% no mesmo período, indicativo de desempenho mais estável dessa modalidade.

EaD passa o presencial

Dados do Censo da Educação Superior, divulgados pelo Inep em 2025, indicam que as matrículas ativas em cursos superiores de EaD superaram as presenciais pela primeira vez na história. O Mapa do Ensino Superior traz números com mais desmembramentos, consolidando a tendência já observada.

As matrículas em EaD também estão concentradas nas faculdades privadas, que expandiram vagas ao longo dos anos, especialmente a partir dos anos 2000. A rede pública, por sua vez, apresentou quase estagnação de matrículas desde 2012.

Taxa de escolarização e regionalidade

Em 2024, o Brasil atingiu a maior taxa de escolarização de jovens de 18 a 24 anos matriculados em uma instituição de ensino superior: 20,8%. Em 2014, esse índice era de 16,6%. A recuperação ocorreu após a queda provocada pela pandemia.

Entre as unidades da Federação, Distrito Federal registra a maior taxa de matrículas nessa faixa etária (36,7%), seguido por Paraná (29,5%) e Santa Catarina (26,0%).

Notas sobre fontes: os dados são do Mapa do Ensino Superior no Brasil 2026, divulgado pelo Semesp, e do Censo da Educação Superior, do Inep. O material confirma a consolidação do EaD como grande componente do ensino superior brasileiro.

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