- MEC puniu mais de cinquenta cursos de medicina com base no Enamed de 2025, com medidas que vão desde a suspensão de novos ingressos até restrições ao Fies e ao Prouni, anunciadas no Diário Oficial da União.
- A sanção considerou a avaliação de trezentos e cinquenta e um cursos, com notas 1 ou 2 em escala até cinco; a gravidade variou conforme a proporção de alunos proficientes.
- A punição foi dividida em grupos: Grupo um, com nota 1 e menos de trinta por cento de estudantes proficientes, teve suspensão de novos alunos, proibição de novas vagas e supervisão; Grupo dois, nota 1 com proficiência de 30% a 40%, reduziu vagas em cinquenta por cento e impediu expansão, com restrições ao Fies; Grupo três, nota 2 com proficiência de 40% a 50%, reduziu vagas em vinte e cinco por cento e restrições a financiamentos federais.
- Universidades federais atingidas passaram a regime de supervisão: UFPA, UFMA, Unila e UFSB; UFPA recebeu corte de cinquenta por cento das vagas.
- Além disso, cerca de quarenta graduações com nota 2 e proficiência acima de cinquenta por cento entraram em supervisão e monitoramento, sem punições imediatas, com direito de defesa.
O Ministério da Educação (MEC) puniu mais de 50 cursos de medicina por desempenho insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025. As sanções foram publicadas nesta semana no Diário Oficial da União (DOU). A medida visa restringir o ingresso de novos alunos e restringir o acesso a programas federais.
A avaliação considerou 351 cursos. As instituições punidas obtiveram notas igual a 1 ou 2, em uma escala que vai até 5. A severidade das medidas varia conforme a proporção de alunos proficientes de cada unidade.
Divisão das sanções
Grupo 1: nota 1 com menos de 30% de estudantes proficientes. Combina suspensão de novos alunos, proibição de novas vagas e abertura de processo de supervisão. Também impede contratos com o Fies e outros programas federais.
Entre as instituições aparecem a Universidade Estácio de Sá, União das Faculdades dos Grandes Lagos, Centro Universitário de Adamantina, Faculdade de Dracena, Centro Universitário Alfredo Nasser, Faculdade Metropolitana e Centro Universitário Uninorte.
Grupo 2: nota 1 com proficiência entre 30% e 40%. Redução de 50% das vagas autorizadas, impedimento de expansão e proibição de contratos com o Fies, além de restrições a programas federais.
Listam-se: Centro Universitário Presidente Antônio Carlos; Universidade Brasil; Universidade do Contestado; Universidade de Mogi das Cruzes; Universidade Nilton Lins; Centro Universitário de Goiatuba; Centro Universitário das Américas; Faculdade da Saúde e Ecologia Humana; Centro Universitário CEUNI (Fametro); Faculdade São Leopoldo Mandic de Araras; Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul; Faculdade Zarns (Itumbiara).
Grupo 3: nota 2 com proficiência entre 40% e 50%. Redução de 25% das vagas e restrições a programas federais de financiamento.
Instituições incluídas: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis; Universidade de Ribeirão Preto; Universidade Iguaçu; Universidade Santo Amaro; Universidade de Marília; Universidade Paranaense; Afya Universidade Unigranrio; Centro Universitário Serra dos Órgãos; Universidade de Cuiabá; Centro Universitário Maurício de Nassau de Barreiras; Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto; Afya Centro Universitário de Porto Velho; Centro Universitário Ingá; Faculdade de Medicina Nova Esperança; Afya Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba; Faculdade Atitus Educação Passo Fundo; Afya Centro Universitário de Itaperuna; Centro Universitário Maurício de Nassau; Faculdade Morgana Potrich; Afya Faculdade de Porto Nacional; Faculdade Uninassau Vilhena; Centro Universitário Famesc; Faculdade de Medicina de Olinda; Faculdade Estácio de Alagoinhas; Faculdade Atenas Passos; Faculdade Estácio de Juazeiro; Afya Faculdade de Ciências Médicas de Jaboatão dos Guararapes; Faculdade Unicesumar de Corumbá; Faculdade Estácio de Canindé e Afya Faculdade de Ciências Médicas de Santa Inês.
Além disso, outras 40 graduações de medicina com nota 2, mas com proficiência acima de 50%, entraram em processo de supervisão e monitoramento, sem punições imediatas, assegurando direito de defesa.
Universidades federais
O MEC incluiu instituições públicas na lista. As universidades federais do Pará (UFPA), do Maranhão (UFMA), da Integração Latino-Americana (Unila) e do Sul da Bahia (UFSB) responderão a processos de supervisão. A UFPA sofreu sanção imediata com corte de 50% das vagas.
Segundo o MEC, as medidas podem ser revistas, prorrogadas ou agravadas conforme os resultados do Enamed 2026.
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