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Quais são os cursos superiores mais procurados no Brasil

Mapa do Ensino Superior aponta avanço de cursos de Computação e TIC na rede privada e expansão da EAD, com evasão elevada.

Dados do mapa ilustram a intensa migração dos alunos do turno noturno para a modalidade EAD
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  • Total de matrículas no Brasil chegou a 10,23 milhões; o setor privado respondeu por 79,8% desse total.
  • Entre 2023 e 2024, houve destaque no ensino presencial privado em Computação e Tecnologias da Informação e Comunicação (9,2% de aumento) e crescimento de 12,5% na modalidade EAD.
  • A participação da educação a distância tornou-se a principal modalidade, com 73,5% das novas matrículas em EAD em 2024, substituindo o ensino presencial noturno (18,2%).
  • A evasão é alta: 24,8% no presencial em 2024, com a rede privada em 26,6%; na EAD, a evasão foi de 41,6% (41,9% na rede privada), a maior da série histórica.
  • O perfil de idade difere: no presencial privado, 61,9% têm até 24 anos; na EAD, 26,1% têm até 24 anos, com concentração de estudantes entre 30 e 49 anos.

O 16º Mapa do Ensino Superior no Brasil, divulgado pelo Semesp, aponta quais cursos têm maior procura. A divulgação ocorreu em 19 de setembro, com dados sobre 2023 para 2024 e o peso do setor privado no ensino superior.

Ao todo, o Brasil registrou 10,23 milhões de matrículas. O setor privado respondeu por 79,8% desse total, mantendo a liderança no sistema.

Entre 2023 e 2024, o destaque ficou com Computação e TIC, que avançaram 9,2% nas vagas presenciais da rede privada e 12,5% no ensino a distância.

Mudanças na modalidade de ensino

A expansão da EAD, segundo o estudo, não depende da homologação do novo marco regulatório em 2025. Dos novos alunos nessa modalidade, 97,3% estão na rede privada, evidenciando o domínio privado na EAD.

No presencial, a faixa etária predominante é até 24 anos, com 61,9% dos matriculados na rede privada. Na EAD, apenas 26,1% têm até 24 anos, com maior concentração entre 30 e 49 anos.

A presença de instituições lucrativas influencia fortemente a oferta da EAD, respondendo por 58% das instituições de ensino superior do país e ampliando o alcance por meio de mensalidades mais acessíveis.

A migração entre turnos também se intensificou. Em 2014, 53,2% das novas matrículas eram presenciais no noturno; a participação do noturno caiu para 18,2% em 2024, enquanto a EAD subiu para 73,5%.

Acesso, evasão e políticas

Especialistas destacam a consolidação da EAD como principal modalidade, com o acesso dos jovens ainda limitado. O setor também enfrenta alta evasão, queda de conclusão e concentração de matrículas em grandes grupos.

Em 2024, a evasão total do ensino superior ficou em 24,8%, com a rede privada em 26,6%. Na EAD, a evasão atingiu 41,6%, sendo 41,9% na rede privada, o maior índice da série histórica.

O crescimento total de matrículas foi de 2,5% entre 2023 e 2024, com a rede privada registrando +3,2%, ainda que abaixo do crescimento anterior. A desaceleração na EAD explicou parte desse recuo.

Regiões e perfis dos estudantes

Na região Sudeste há mais de 4,5 milhões de matrículas, com 51,7% na EAD e 83,0% na rede privada. Nordeste soma cerca de 2,2 milhões, com 44,0% na EAD. Sul, Centro-Oeste e Norte apresentam variações menores.

As análises apontam que a EAD atende, principalmente, pessoas com renda mais baixa que precisam trabalhar. A visão de especialistas indica que a oferta pública poderia ampliar vagas para reduzir dependência de instituições privadas.

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