- Casos de misoginia em escolas têm ganhado repercussão, com adolescentes identificados trocando mensagens de ódio contra mulheres em uma instituição particular.
- Em entrevista ao Hora News, Claudia Costin afirma que muitos comportamentos problemáticos têm origem na família e que a educação infantil precisa começar a tratar do tema.
- A presidente do Instituto Salto destaca que muitos comportamentos violentos são refletidos no que acontece dentro de casa, segundo relatos de docentes.
- O texto cita as escolas de paternalidade como instrumento para orientar adultos e preparar melhor as futuras gerações.
- A ampliação da licença paternidade é apontada como forma de fortalecer vínculos entre pais e filhos e reduzir desigualdades de gênero no mercado de trabalho.
Ao discutir a misoginia nas escolas, Claudia Costin afirma que os casos recentes reforçam a necessidade de atuação conjunta entre família e escola desde a educação infantil. A educadora foi convidada pelo programa Hora News na terça-feira, 24, para debater soluções.
Costin destacou que comportamentos violentos e preconceituosos, observados entre adolescentes de turmas de instituições privadas, podem ter origem em atitudes formadas no ambiente doméstico. Ela enfatiza a vigilance dos pais diante das atitudes dos filhos.
A presidente do Instituto Salto ressalta que, sozinha, a escola não resolve o problema. Entre as propostas, cita as escolas de paternalidade, que orientam adultos sobre como criar filhos e filhas com atitudes mais respeitosas. Parceria firmada entre famílias e instituições é central.
Parceria entre família e escola
A especialista aponta a necessidade de fortalecer o papel de figuras masculinas positivas na criação de meninos. A ampliação da licença paternidade é citada como instrumento para promover vínculos familiares e reduzir disparidades de gênero no mercado de trabalho. A educação começa em casa.
A ampliação da licença paternidade é apresentada como medida que fortalece o vínculo entre pais e filhos, ajudando a reduzir diferenças de gênero no acesso ao trabalho. Costin afirma que a pauta feminista mais eficaz pode ser a promoção de paternidade responsável.
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