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Monique Medeiros é exonerada do cargo de professora no Rio

Monique Medeiros é exonerada da prefeitura do Rio por responder a processo no caso Henry Borel; MPRJ recorre para restabelecer a prisão preventiva

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, em julgamento da morte do próprio filho
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  • Monique Medeiros, ex-professora da prefeitura do Rio de Janeiro, foi exonerada nesta quarta-feira (25) e a decisão saiu no Diário Oficial, assinada pelo prefeito Eduardo Paes.
  • A exoneração ocorre porque ela é ré pela morte do filho Henry Borel, em 2021, e trabalhava na Escola Municipal Professor José de Anchieta, na Tijuca.
  • A medida foi motivada pelo fato de Monique responder a processo criminal, o que, segundo a legislação municipal, impede a permanência no cargo de professora.
  • O Ministério Público do Rio de Janeiro recorre para restabelecer a prisão preventiva de Monique Medeiros, que atualmente está em liberdade condicional; a defesa afirma colaboração com as investigações e afirma que não houve relação entre a exoneração e o processo.
  • O caso envolve maus-tratos e a morte de Henry Borel; o padrasto, Jairinho, também esteve preso; Monique pode enfrentar pena de até trinta anos de prisão.

A exoneração de Monique Medeiros, ex-professora da Prefeitura do Rio, foi publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira (25). Assinada pelo prefeito Eduardo Paes, a medida leva em conta que ela responde a processo criminal pela morte do filho Henry Borel, ocorrida em 2021. Monique trabalhava na Escola Municipal Professor José de Anchieta, na Tijuca.

A decisão ocorreu poucos dias após o início de novas fases do caso no âmbito judicial. A Prefeitura informou que Monique não possui mais vínculo com a Secretaria Municipal de Educação e que a exoneração está de acordo com a legislação vigente.

O Ministério Público do Rio de Janeiro recorreu para restabelecer a prisão preventiva de Monique, que hoje se encontra em liberdade condicional. A defesa afirma que a exoneração não está ligada ao andamento do processo criminal e que Monique continua colaborando com as investigações.

Henry Borel morreu em março de 2021 após maus-tratos na residência da mãe e do padrasto, o vereador Dr. Jairinho. O caso gerou grande comoção e resultou na prisão preventiva de Jairinho e Monique, que posteriormente foram alvo de medidas administrativas.

Contexto do caso

A morte de Henry revitalizou debates sobre proteção de crianças e prevenção de maus-tratos. O processo aponta crime de homicídio doloso contra Monique Medeiros, com pena prevista de até 30 anos de prisão, conforme a investigação em curso.

Desdobramentos administrativos

A exoneração administrativa de Monique Medeiros foi apresentada como medida de transparência e integridade da gestão pública. A defesa mantém que não houve violação de direitos e que a colaboração com as investigações continua.

A Prefeitura do Rio reiterou que a exoneração não implica afastamento antecipado de qualquer etapa processual e que não há necessidade de retificação em relação a procedimentos legais vigentes.

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