- Estudantes ocuparam a sede da Secretaria Estadual da Educação, em São Paulo, na Praça da República, durante a tarde de quarta-feira, reivindicando mais investimentos e o fim das escolas cívico-militares.
- A ação foi organizada pela União Paulista dos Estudantes Secundaristas, com apoio da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, União Nacional dos Estudantes e União Estadual dos Estudantes de São Paulo; a Polícia Militar fez a retirada na madrugada com spray de pimenta, e 21 pessoas estavam no local.
- Os estudantes apontam a recomposição orçamentária como prioridade, afirmando que desde 2024 o percentual mínimo de investimento no ensino foi reduzido, o que representa uma retirada de cerca de R$ 11,3 bilhões do orçamento estadual.
- Os manifestantes também pedem uma reunião com o secretário Renato Feder; o pedido de fim das escolas cívico-militares é outra pauta destacada.
- A Secretaria de Educação disse que há diálogo em curso e que, segundo a pasta, o modelo cívico-militar envolve 100 unidades de um total superior a 5,3 mil escolas, destacando investimento de R$ 3,1 bilhões em 6.764 obras entre 2023 e 2026.
Estudantes ocuparam na tarde desta quarta-feira a sede da Secretaria Estadual da Educação, na Praça da República, centro de São Paulo, em protesto contra políticas educacionais do governo. A mobilização, organizada pela UPES com apoio da Ubes, UNE e UEE-SP, pediu mais investimentos e o fim das escolas cívico-militares. A PM foi acionada e, durante a madrugada, retirou os manifestantes com spray de pimenta.
A ocupação foi transmitida ao vivo pelas redes das entidades. A presidenta da UPES afirmou que a desocupação ocorreu com extrema violência e brutalidade. O grupo disse que não admite autoritarismo e nem violência contra estudantes.
Os estudantes reivindicam recomposição orçamentária na educação. Alegam que, desde 2024, o piso mínimo de investimento foi reduzido, correspondendo a cerca de R$ 11,3 bilhões a menos no orçamento estadual. A pauta inclui fim das escolas cívico-militares.
Pautas centrais
O protesto também exige reunião com o secretário Renato Feder, ainda sem confirmação. O grupo pediu o fim das escolas cívico-militares e a rejeição de medidas que consideram inadequadas para o ensino público.
A Secretaria da Educação informou que o diálogo é prioridade e que havia audiência agendada com os estudantes para esta sexta-feira (27). O grupo, porém, optou por ocupar o prédio. A pasta afirma que as escolas cívico-militares correspondem a 100 unidades, dentro de mais de 5,3 mil escolas.
A pasta destacou ainda investimentos em infraestrutura, com 3,1 bilhões de reais em 6.764 obras entre 2023 e 2026, quantidade superior em 3,7 vezes ao aporte da gestão anterior.
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