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Uso parental do celular se associa a raiva e tristeza em crianças

Pediatra espanhol alerta que uso excessivo de celular pelos pais eleva raiva e tristeza em crianças, prejudicando vínculo familiar e bem-estar

Pediatra espanhol reflete sobre o chamado "phubbing" — Foto: Freepik
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  • O pediatra espanhol Carlos González comenta o conceito “phubbing” (ignorar alguém usando o celular) e alerta para impactos nas crianças.
  • O texto cita exemplos do dia a dia: pais olhando o celular com os filhos nos braços, no carrinho ou na sala de espera do pediatra, prejudicando momentos de vínculo.
  • Estudos sobre “parental phubbing” ligam uso maior de celular pelos pais a maior raiva e tristeza nas crianças, além de menor busca por atenção; adolescentes ignorados podem ter depressão e maior uso de videogames e dispositivos.
  • O problema vai além da tela: enfatiza a necessidade dos pais darem tempo, atenção e exemplo desde o nascimento.
  • A reportagem reforça que limitar telas não basta; é essencial o envolvimento ativo dos pais para o desenvolvimento emocional das crianças.

Carlos González, pediatra espanhol, afirma que o uso excessivo de celular pelos pais pode aumentar raiva e tristeza nas crianças. O tema em debate é o chamado phubbing, ignorar alguém com o celular na mão.

O debate ganhou força ao mostrar que pais olham para o celular durante atividades com os filhos, como carrinho de bebê, parquinho ou sala de espera de pediatria. A prática é recorrente no cotidiano moderno.

Fatos apontam que o fenômeno afeta o vínculo entre mães, pais e filhos. Quando o celular predomina, as crianças podem demonstrar mais irritação, desânimo e dificuldade de buscar atenção dos responsáveis.

Estudos sobre parental phubbing ganham corpo à medida que redes sociais, jogos e vídeos concorrem com o tempo dedicado aos filhos. A cada novo equipamento eletrônico, surgem perguntas sobre consequências emocionais.

Adolescentes expostos ao desengajamento parental em casa tendem a depressão e uso excessivo de dispositivos. A necessidade de tempo de qualidade com os pais aparece como ponto central da abordagem.

Para reduzir o impacto, especialistas sugerem priorizar presença e comunicação direta desde os primeiros dias. O foco é oferecer tempo, atenção e exemplo aos filhos, sem depender de dispositivos.

Impacto no vínculo familiar

  • O celular dificulta a conexão mãe-filho e pai-filho.
  • Crianças podem demonstrar maior raiva e tristeza quando os pais se distraem com telas.

Caminhos práticos

  • Limitar o tempo de tela em momentos de convivência.
  • Estabelecer momentos livres de dispositivos para fortalecer a comunicação.
  • Dar exemplo de uso responsável e atento dos aparelhos.

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