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MPF busca aumentar participação de mulheres em escola de cadetes do Exército

MPF recomenda ampliar vagas femininas na ESPCex e exigir planejamento em 90 dias, após apontar discriminação de gênero no concurso

Campinas (SP), 01/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Escola Preparatória de Cadetes do Exército. Foto: Exército Brasileiro/Divulgação
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  • MPF, pela Procuradoria dos Direitos do Cidadão no Rio de Janeiro, aponta possível discriminação de gênero no concurso da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx).
  • Das quatrocentas e quarenta vagas, apenas quarenta foram destinadas a mulheres, o que representa menos de 10%, repetido em 2025.
  • O MPF enviou recomendação ao Exército para apresentar, em até noventa dias, planejamento para ampliar o número de vagas reservadas a mulheres na EsPCEx nos próximos cinco anos.
  • O Exército recusou a assinatura de um termo de ajustamento de conduta (TAC), mantendo a recomendação do MPF.
  • O documento ressalta que a reserva de vagas para mulheres é vista como política afirmativa, mas o Exército afirma não ter planejamento para ampliar vagas em cursos de formação de oficiais das Armas, do quadro de material bélico ou do serviço de Intendência; o MPF cita a Constituição e convenções internacionais que garantem igualdade de oportunidades.

O Ministério Público Federal (MPF) informou uma possível discriminação de gênero no concurso de admissão à Escola Preparatória de Cadetes do Exército (ESPCex), em Campinas, SP. O órgão encaminhou recomendação ao Exército para ampliar vagas femininas. A ação foca no equilíbrio entre candidaturas de homens e mulheres.

Das 440 vagas disponíveis, apenas 40 foram destinadas a candidatas do sexo feminino, representando menos de 10% do total. O cenário se repetiu em 2025, mantendo a desproporcionalidade entre os sexos no processo seletivo.

Recomendação do MPF

O MPF enviou ao Exército o pedido de planejamento, com prazo de 90 dias, para aumentar o número de vagas reservadas a mulheres na ESPCex. A medida visa corrigir desigualdades detectadas em editais recentes e promover equilíbrio na ocupação de futuras vagas.

Contexto institucional

A ESPCex funciona em Campinas. O aluno cursa 1 ano na escola preparatória, antes de ingressar na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende, RJ, para 4 anos adicionais de formação.

Posicionamento do Exército

O procurador Julio Araujo informou que o Exército disse ter adotado uma reserva de vagas para mulheres como política afirmativa de implementação gradual. Contudo, a instituição afirmou não haver planejamento para ampliar vagas femininas nos cursos de formação de oficiais.

Regras constitucionais e internacionais

O documento do MPF sustenta que a restrição por gênero viola a Constituição Federal, que assegura igualdade entre homens e mulheres. O MPF também cita compromissos internacionais sobre igualdade de oportunidades no emprego e no serviço público.

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