- Em São Paulo, decreto do governador Tarcísio de Freitas determina instalação de salas de regulação sensorial em shoppings com mais de dois mil visitantes diários.
- Em Brasília, a Comissão do Esporte do Senado aprovou projeto que obriga estádios com capacidade acima de dez mil lugares a reservar pelo menos dois por cento dos assentos para pessoas do espectro e adotar medidas como abafadores de ruído.
- As ações acontecem em razão do Dia Mundial da Conscientização do Autismo, comemorado em dois de abril.
- A psicóloga Camila Canguçu destacou que as salas sensoriais oferecem um local seguro para acalmar, brincar e descansar, beneficiando famílias.
- Ela ressaltou a importância de terapias precoces, como ABA, terapia ocupacional e fonoaudiologia, para desenvolver habilidades sociais e comunicativas em crianças com diagnóstico de autismo.
Novas medidas voltadas a pessoas com TEA foram anunciadas nesta semana, com foco na inclusão em espaços públicos. Em São Paulo, o governo autorizou a instalação de salas de regulação sensorial em shopping centers que recebam mais de 2.000 visitantes diários.
As ações, que integram ações de Dia Mundial da Conscientização do Autismo, visam oferecer ambientes mais seguros para famílias com crianças autistas. A ideia é permitir que as pessoas possam se acalmar, brincar e descansar próximo a onde estão.
Em Brasília, a Comissão do Esporte do Senado aprovou um projeto de lei com regras para estádios. A proposta determina que estádios com capacidade acima de 10 mil não apenas destinem 2% dos lugares a pessoas do espectro, como adotem medidas de conforto, como abafadores de ruído.
A psicóloga Camila Canguçu, ouvida pela Record News, destacou os benefícios dessas salas sensoriais para as famílias. Ela afirma que há ganho para os responsáveis quando há um local seguro para a criança se acalmar durante eventos.
Segundo a especialista, terapias como ABA, terapia ocupacional e fonoaudiologia são fundamentais para o desenvolvimento de habilidades sociais e de comunicação no TEA. O atendimento precoce costuma trazer melhores resultados a longo prazo.
A proposta em discussão busca ampliar a inclusão social, permitindo que famílias acompanhem partidas com mais tranquilidade. Acesso facilitado a espaços públicos é apontado como crucial para a participação igualitária.
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