- O presidente Lula sancionou o novo Plano Nacional de Educação nesta terça-feira (14), mas o homeschooling ficou fora das diretrizes.
- Especialistas dizem que a exclusão reforça a escola como espaço fundamental para o desenvolvimento integral de crianças e jovens.
- Alegam que a educação vai além da aprendizagem acadêmica, incluindo convívio, proteção e desenvolvimento social.
- Há preocupações sobre riscos do homeschooling, principalmente em relação à segurança e ao acompanhamento pedagógico.
- Também é destacado o potencial prejuízo ao desenvolvimento social, emocional e cognitivo de crianças que não frequentam a escola.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira o novo Plano Nacional de Educação (PNE). O texto mantém as metas de melhoria da educação, mas exclui o ensino domiciliar, o chamado homeschooling, das diretrizes do plano.
A decisão, segundo especialistas, reforça a ideia de a escola como espaço central para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes. A exclusão é vista como um passo importante para orientar políticas públicas de educação.
Manoela Miranda, gerente de políticas educacionais do Todos Pela Educação, afirma que o PNE não pode tratar de temas ainda não regulamentados por lei, como o homeschooling, sem desviar o foco das metas centrais: acesso, qualidade, equidade e inclusão.
Ela ressalta que a experiência escolar envolve muito mais do que aprendizado, incluindo convivência, proteção e desenvolvimento emocional. A manter a escola como eixo da formação, segundo a especialista.
Riscos do homeschooling
Miranda aponta riscos relacionados à segurança e ao acompanhamento pedagógico das crianças. Ela cita a falta de monitoramento nacional da prática e a possibilidade de ocorrer violência doméstica sem detecção.
A especialista também destaca impactos no desenvolvimento social, emocional e cognitivo de quem não frequenta a escola. O homeschooling, afirma, pode privar crianças de interação com educadores e colegas.
Segundo a análise, manter o homeschooling fora do PNE evita desvio de prioridades do plano. A não inclusão é considerada um avanço para a orientação de políticas públicas educacionais.
Informação de André Nicolau, CNN Brasil.
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