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Nova lei ECA Digital entra em vigor no Brasil para proteger jovens online

Nova lei do ECA Digital entra em vigor, tornando contas de menores vinculadas a responsáveis, com verificação de idade e combate a conteúdos prejudiciais.

Créditos: Imagem/Divulgação
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  • entra em vigor no Brasil a Lei do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital, que impõe novas obrigações às plataformas de tecnologia para proteger jovens online.
  • a legislação busca tornar o ambiente digital mais seguro para menores de dezoito anos, com maior supervisão familiar para quem tem até 16 anos.
  • as plataformas devem adotar mecanismos confiáveis de verificação de idade, sinalizar conteúdos inadequados e oferecer versões adaptadas para crianças e adolescentes; são proibidas notificações enganosas e recompensas que incentivem o uso compulsivo.
  • sites e apps com conteúdos proibidos para menores precisam usar mecanismos robustos de controle de acesso; é proibido usar dados de crianças para direcionamento de publicidade e, em alguns casos, há obrigatoriedade de autorização judicial para monetização de conteúdos envolvendo menores.
  • criou-se o Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente para receber denúncias; especialistas ressaltam que a lei precisa vir acompanhada de educação digital e apoio às famílias.

A Lei do ECA Digital entrou em vigor no Brasil no mês passado, apresentando diretrizes para a proteção de jovens em ambientes online. O objetivo é tornar o uso da internet mais seguro para menores de 18 anos e impor novas obrigações às plataformas digitais.

Especialistas destacam que a legislação surge em um contexto de preocupação com impactos do uso excessivo de redes sociais na saúde mental de crianças e adolescentes. Dados apontam association de comportamento digital compulsivo com ansiedade, depressão, baixa autoestima e distúrbios do sono.

Entre as mudanças, menores de 16 anos poderão manter contas apenas se vinculadas aos responsáveis, fortalecendo a supervisão familiar. Plataformas devem adotar mecanismos mais robustos de verificação etária e sinalizar conteúdos inadequados, oferecendo versões adaptadas para público jovem.

Mudanças principais

A lei também restringe conteúdos proibidos para menores, como pornografia e itens com potencial de dependência. Sites e apps não poderão depender apenas da autodeclaração de idade; deverão implementar controles mais efetivos. Além disso, não será permitido usar dados de crianças para direcionamento de publicidade.

Profissionais de saúde ressaltam que a proibição de conteúdos nocivos é essencial para evitar impactos negativos e distorções de valores. A legislação prevê ainda identificação, remoção rápida e comunicação de conteúdos ilegais, bem como autorizações judiciais prévias para monetização de conteúdos envolvendo menores.

Proteção, fiscalização e próximos passos

Foi criado o Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente para receber denúncias. Embora o ECA Digital represente avanços, especialistas lembram que a lei não resolve tudo sozinha. É necessário investir em educação digital, apoio às famílias e preparo de escolas e profissionais de saúde para lidar com os temas.

A adoção de medidas complementares visa transformar a tecnologia em ferramenta benéfica, com diálogo e conscientização sobre uso saudável do ambiente digital. O conjunto de ações deve acompanhar a legislação para ampliar proteção e reduzir riscos em plataformas online.

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