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Projeto usa videogame para afastar jovens do tráfico no Rio

Projeto usa Free Fire para tirar jovens do tráfico no Rio, conectando talentos de favelas a torneios da Garena e à economia digital

Jovens participam de seletiva para campeonatos de Free Fire em projeto da ONG AfroReggae
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  • Projeto AfroReggae, em parceria com a Garena, utiliza jogos para garimpar talentos de Free Fire em favelas e tirar jovens da violência.
  • Daniel Felipe, o Messi, entrou na história aos 13 anos recrutado para proteger a “Casa de Enrolação” no Morro Vigário Geral; hoje tem 24 e atua na iniciativa.
  • As partidas de seleção acontecem em servidores restritos para identificar habilidades de mira e reflexo, não apenas o desempenho final.
  • O processo usa um sistema híbrido que combina tecnologia e avaliação humana para identificar jovens com domínio técnico.
  • Dirigentes dizem que o movimento abre caminho para o recrutamento no setor digital em comunidades, destacando a histórica ausência de negros nos torneios de Free Fire e premiações que podem chegar a até US$ 270 mil.

Um projeto usa videogame para tirar jovens do tráfico no Rio de Janeiro. Em Vigário Geral, a favela da zona Norte, Daniel Felipe, conhecido como Messi, tinha 13 anos ao ser recrutado por facção para proteger a Casa de Enrolação, depósito de maconha para venda.

Hoje, aos 24, Messi deixou o grupo criminoso e participa de uma iniciativa da AfroReggae em parceria com a Garena para garimpar talentos de Free Fire nas comunidades. A peneira ocorre por meio de partidas em servidores restritos entre jovens de várias favelas.

A seleção busca jogadores com mira e reflexo acima da média, combinando tecnologia e avaliação humana em um sistema híbrido. O objetivo é identificar talento que tenha potencial para a economia digital dos games.

Como funciona o projeto

A dinâmica reúne jovens de distintas comunidades em torneios internos. A ideia é observar desempenho em situações de jogo que exigem precisão, sem depender de entidades externas.

Segundo Danilo Costa, diretor executivo do AfroReggae, o recrutamento passa a focar oportunidades na indústria digital em vez de atividades ilícitas. Ele destaca a mudança de narrativa para as periferias.

Costa ressalta que até então havia pouca presença de jovens negros nos torneios de Free Fire, que oferecem premiações que podem chegar a centenas de milhares de dólares. A iniciativa visa ampliar o acesso a esse ecossistema.

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