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Acesso ao lazer é direito humano igual à saúde, afirma especialista sul-africano

Especialista defende o lazer como direito humano ao lado da saúde, pedindo educação para o lazer e infraestrutura inclusiva para acesso universal

O professor sênior na Universidade do Cabo Makhaya Malema, PhD em ciências do esporte, recreação e exercício
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  • O lazer deve ser reconhecido como direito humano, ao lado de saúde, educação e moradia, segundo o professor Makhaya Malema, da Universidade do Cabo Ocidental.
  • Malema participou de eventos no Brasil, a convite do Sesc-SP, para celebrar o Dia Mundial do Lazer, criado pela Organização Mundial do Lazer.
  • Ele defende reduzir o uso do lazer como privilégio e ampliar o acesso, incluindo pessoas com deficiência, jovens vulneráveis, idosos e mulheres.
  • A educação para o lazer é essencial: ter tempo livre não garante bom uso sem informação sobre possibilidades e sem infraestrutura inclusiva.
  • A tecnologia pode transformar o tempo de tela em atividades ativas, usando realidade virtual/realidade aumentada para promover lazer mais saudável.

Em meio ao debate sobre a redução da jornada de trabalho no Brasil, o professor Makhaya Malema defende que o lazer seja reconhecido como direito humano, ao lado de saúde, educação e moradia. O professor é sênior da Universidade do Cabo, na África do Sul, e participou de uma série de eventos em São Paulo.

Malema chegou ao Brasil a convite do Sesc-SP para ações em alusão ao Dia Mundial do Lazer, celebrado nesta quinta-feira (16). O pesquisador participa de palestras e debates sobre a importância do lazer como necessidade básica, especialmente em países com menos recursos.

Segundo o especialista, a visão de lazer como privilégio deve mudar. Ele destaca que o bem estar social depende do equilíbrio entre trabalho e vida, além do acesso irrestrito a atividades de lazer para pessoas com deficiência, jovens vulneráveis, idosos, mulheres e populações marginalizadas.

Para o pesquisador, o tempo livre não garante uso adequado sem informação. Ele defende educação para o lazer, que envolve conhecer as possibilidades, desenvolver habilidades e facilitar o acesso a recursos. Sem infraestrutura inclusiva, o tempo livre pode perder sentido.

Malema ressalta ainda que a tecnologia pode transformar o tempo de tela em experiências ativas. Realidade virtual, realidade aumentada e outras ferramentas podem estimular atividades físicas e cognitivas, desde que haja orientação e acesso.

Entre as pesquisas do professor, destacam-se trabalhos sobre lazer e educação, além de estudos sobre o uso de telas entre jovens. O foco recente passa pela relação entre pandemia e mudanças no comportamento de consumo de lazer da geração Z e de pessoas com deficiência.

O pesquisador enfatiza que lazer ativo e lazer passivo podem contribuir para a saúde mental, sem estabelecer uma hierarquia única entre as práticas. A conclusão é que o lazer é uma escolha individual, moldada por gosto, acesso e experiências pessoais.

Raio-x do especialista

  • Makhaya Malema, 35 anos, PhD em Ciências do Esporte, Recreação e Exercício.
  • Professor sênior da Universidade do Cabo Ocidental, na África do Sul.
  • Pesquisador em educação para o lazer, liderança e desenvolvimento de capacidades entre jovens com deficiências físicas.
  • Atua em programas de recreação comunitária junto a ONGs e instituições de saúde voltadas a populações vulneráveis.

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