- Estudantes da USP aprovaram o estado de greve em assembleia do DCE, em apoio à greve dos funcionários, que também já havia sido aprovada pelo Sintusp para tempo indeterminado.
- A paralisação dos funcionários atingiu 105 cursos, no interior e na capital, segundo o DCE.
- O DCE disse que a união entre estudantes e funcionários foi motivada pela bonificação destinada apenas aos professores, em meio a alegações de falta de recursos para salários e auxílios.
- Os estudantes também contestam uma minuta que, se aprovada, proibiria entidades estudantis de arrecadar recursos com aluguéis de espaços para gráficas e lanchonetes, o que seria um impedimento à autonomia financeira.
- A USP informou que houve reunião com estudantes para discutir permanência estudantil, restaurantes universitários e Crusp, e citou que, em 2026, haverá cerca de R$ 461 milhões para o conjunto de programas de permanência, beneficiando 15.869 alunos.
Estudantes da USP aprovaram, na noite de quarta-feira (15), o estado de greve, em assembleia convocada pelo DCE. A decisão ocorre em apoio à greve de funcionários e técnicos administrativos, centrada em reajuste salarial e melhoria de benefícios. O movimento mobiliza a universidade em defesa de servidores.
A paralisação, promovida pelo Sintusp, está em vigor desde terça-feira (14) e é por tempo indeterminado. O DCE informou que a greve atingiu 105 cursos, tanto na capital quanto no interior, ampliando o impacto da mobilização na instituição.
Segundo o DCE, a união entre estudantes e trabalhadores ocorre em protesto a uma bonificação que beneficia apenas professores, enquanto a universidade alega falta de recursos para aumentar salários e auxílios. A mobilização também contesta uma minuta que restringiria a arrecadação de recursos por entidades estudantis.
O que diz a USP sobre a greve
A USP informou que representantes da universidade se reuniram com estudantes dos campi da capital e do interior para esclarecer políticas de permanência estudantil, restaurantes universitários e o Crusp. Também foi apresentada uma proposta de regularização do uso dos espaços estudantis.
A instituição destacou que, em 2026, prevê aporte de aproximadamente R$ 461 milhões para os programas de permanência e formação estudantil, aumento de 8,25% frente a 2025. O programa beneficia 15.869 estudantes com base em vulnerabilidade socioeconômica.
A USP informou ainda que ocorrências sobre a qualidade da alimentação nos restaurantes são tratadas tecnicamente por nutricionistas e áreas contratantes, com notificações às empresas envolvidas. Uma inspeção da Vigilância Sanitária, realizada na sexta-feira passada (10) nos restaurantes da Faculdade de Direito, não identificou irregularidades.
Perspectivas e próximos passos
A reportagem manteve contato com o DCE Livre da USP, sem retorno até o fechamento deste texto. O espaço permanece aberto para manifestação. A continuidade da assembleia estudantil e a evolução do movimento dos trabalhadores devem definir os próximos passos da greve.
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