- A greve dos docentes da UnDF completa quase um mês e continua em negociação com o governo do Distrito Federal.
- Em reunião no Palácio do Buriti, houve debate sobre duas propostas de lei e um documento para encerrar a greve; a contraprosta do governo prevê exoneração imediata da reitora pro tempore e a formação de uma nova gestão, além de manter estudantes no campus.
- A assembleia docente, por unanimidade, informou que a efetivação dessas medidas bastaria para suspender o movimento, com exoneração prometida para imediatamente.
- A governadora Celina Leão afirmou que o governo ainda avalia a situação e que haverá uma segunda reunião, sem confirmar ainda a troca da reitoria.
- A UnDF comunicou não ter sido informada oficialmente sobre mudanças na gestão; a eleição do novo reitor segue em andamento, com consulta à comunidade em de 18 de maio e término da gestão atual em 27 de julho.
Em meio a quase um mês de greve, docentes da Universidade do Distrito Federal Jorge Amaury (UnDF) aguardam a efetivação de contrapropostas apresentadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF). A greve, iniciada em 20 de março, ganhou novo contorno em reunião no Palácio do Buriti realizada na tarde de 15 de abril, com a participação de parlamentares, estudantes e representantes da comunidade acadêmica.
A reunião foi aberta por deputados distritais de oposição e contou com a presença do presidente da Câmara Legislativa, além de autoridades da UnDF. Segundo a vice-presidente da Seção Sindical dos Docentes da UnDF, Kíssila Mendes, foram apresentados dois projetos de lei sobre carreira docente e estrutura administrativa, além de um documento para encerrar a greve.
Proposta do governo e possível suspensão
A contraproposta do governo prevê a exoneração imediata da Reitora Pro Tempore, a nomeação de uma nova reitoria, manutenção dos estudantes nos campi e a análise do contrato de aluguel do Iesb com possível revogação. A assembleia docente aprovou, por unanimidade, que a efetivação dessas medidas seria suficiente para suspender a paralisação, desde que a exoneração prometida ocorra.
Posicionamentos oficiais e próximos passos
A governadora Celina Leão (PP) não confirmou a substituição da reitoria. Em agenda recente, ela disse que o governo avalia a situação e pretende realizar uma segunda reunião, com levantamento de dados para embasar decisões técnicas e legais. A UnDF informou não ter recebido comunicação oficial sobre mudanças na gestão.
A instituição ressaltou que o processo eleitoral para escolha do novo reitor já está em andamento, com consulta à comunidade acadêmica prevista para 18 de maio e término da atual gestão em 27 de julho. A greve segue sob avaliação, sem definição formal de fim do movimento até o momento.
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