- Desde 1995, a USP teve ao menos 680 dias de paralisação de docentes ou funcionários, com demandas principalmente por salários e contratação.
- A greve mais recente começou na terça-feira, 14 de abril de 2026, ainda no governo de Tarcísio de Freitas, sob a gestão do reitor Aluísio Segurado.
- Na quarta-feira, 15 de abril, estudantes aderiram ao movimento; os trabalhadores pedem reposição de perdas salariais, reajuste de cerca de 14% e incorporação fixa de R$ 1.600 aos salários.
- A criação da Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (GACE) pela reitoria, em 31 de março, provocou divisão entre docentes.
- Com a participação dos estudantes, surgem novas pautas: permanência estudantil, restaurantes universitários e negociação sobre uso e gestão de espaços, além de debate sobre reajuste salarial.
Desde 1995, a Universidade de São Paulo (USP) acumula ao menos 680 dias de paralisação de docentes ou de funcionários. A contagem considera apenas adesão de servidores, não de estudantes. As demandas passam por salários e contratações.
A greve mais recente teve início na terça-feira, 14 de abril de 2026, sob a gestão do novo reitor Aluísio Segurado. O movimento ocorre pela segunda vez no governo do estado sob Tarcísio de Freitas, com foco em reposição de perdas salariais.
Na quarta-feira, 15 de abril, estudantes passaram a apoiar a paralisação, ampliando o âmbito da mobilização. O conflito acompanha a criação da GACE, uma Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas, anunciada pela reitoria em 31 de março.
O que motivou a greve
A adesão inicial envolveu trabalhadores técnicos e administrativos, reivindicando ganho real por meio de reajuste de cerca de 14% e a incorporação fixa de R$ 1.600 aos salários. A GACE gerou divergências entre docentes, que temem substituir salários por bônus.
Repercussões e histórico
Partes dos docentes veem a medida como um instrumento de distorção salarial, enquanto o sindicato dos trabalhadores destaca a isonomia entre categorias. Ao longo de três décadas, as greves na USP costumam exigir reajustes, mudanças no financiamento e contratações.
Entre as paralisações mais marcantes, a de 2014 teve 116 dias e resultou em reajuste de 5,2% mais abono de 28,6%. Em 2000, após 52 dias, houve reajuste de 22,45%. Em 2002, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas viveu 101 dias de paralisação por falta de docentes.
Demandas adicionais
Com a adesão de estudantes, surgiram pedidos para melhorias no permanência estudantil e no sistema de alimentação, incluindo o Papfe e restaurantes universitários. Também houve cobrança por negociação direta sobre gestão de espaços.
Contexto institucional
A paralisação ocorre em meio a debates sobre financiamento público da universidade e a condução de políticas internas pela reitoria. A pauta envolve tanto reajustes salariais quanto condições de trabalho e de estudo.
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