- Servidores técnico-administrativos de cinquenta e três universidades e institutos federais estão em greve, representando cerca de cento e cinquenta campi.
- A paralisação cobra promessas feitas pelo governo desde a última greve, ocorrida em 2024.
- Em 2024, ficou acordado reajuste salarial médio de trinta e um vírgula dois por cento em quatro anos e a reestruturação da carreira, com progressão a cada doze meses e topo no funcionalismo em quinze anos.
- As pautas não cumpridas incluem o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e a jornada de trinta horas semanais.
- Instituições atingidas entre as mais representativas estão a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a Universidade Federal do Paraná e a Universidade Federal de São Paulo; laboratórios e serviços internos são impactados, enquanto restaurantes universitários permanecem em grande parte ativos por serem terceirizados.
Servidores técnico-administrativos lotaram 53 universidades e institutos federais, abrangendo 150 campi, em greve que começou em 26 de fevereiro. A paralisação é motivada por promessas não cumpridas pelo governo federal desde a última mobilização de 2024, segundo as entidades sindicais. O movimento afeta atividades como laboratórios e parte da comunicação, embora restaurantes universitários mantenham funcionamento por serem terceirizados.
A ação é liderada pela Fasubra, com participação de diversas categorias de servidores. A pauta central envolve promessas não remuneratórias, entre elas a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e a jornada de 30 horas semanais. O objetivo é cobrar o cumprimento de acordos firmados anteriormente com o governo.
Quando ocorreu a paralisação, instituições de grande porte participaram, incluindo UFRJ, UFMG, UFRGS, UFPR e Unifesp. O desdobramento envolve ainda a continuidade de serviços essenciais em alguns campi, enquanto áreas administrativas e laboratórios enfrentam interrupções não estruturais, com impactos variando por localidade.
Contexto e desdobramentos
A mobilização retoma reivindicações não atendidas, reiterando o cumprimento de compromissos assumidos pelo governo. O acordo anterior, firmado com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, previa reajuste médio de 31,2% em quatro anos e reestruturação da carreira, com progressão mais rápida. A negociação atual busca avançar nessas pautas não remuneratórias.
Entre na conversa da comunidade