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Urbanização no Brasil: referência uniu rigor técnico e humor

Historiador da urbanização brasileira e professor da FAU-USP, Nestor Goulart Reis Filho deixa legado em ensino, pesquisa e políticas de preservação

Professor que ajudou a moldar estudo das cidades deixa legado em foto pousada em casa
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  • Nestor Goulart Reis Filho ajudou a estruturar o estudo das cidades no Brasil e foi fundamental para a FAU da USP, consolidando ensino, pesquisa e pós-graduação em urbanização.
  • Foi fundador do campo disciplinar da história da urbanização no país e teve atuação que impactou políticas de preservação do patrimônio e a compreensão das transformações urbanas.
  • Ao longo de décadas formou gerações de arquitetos e urbanistas, articulando espaço, sociedade e tempo em seus trabalhos.
  • Morava em São Paulo, tinha 95 anos e faleceu por complicações da idade no Hospital Sírio-Libanês, em circulação familiar, deixando viúvida de Salette Monteiro Reis, uma filha, um neto, uma neta e um bisneto.
  • Sua produção inclui cerca de quarenta livros e múltiplos estudos, com participação em órgãos como Condephaat e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Nestor Goulart Reis Filho, reconhecido como referência na construção dos estudos sobre urbanização no Brasil, morreu aos 95 anos. A morte ocorreu no Hospital Sírio-Libanês, após período de internação. O falecimento encerra uma trajetória dedicada ao ensino, à pesquisa e à formação de profissionais.

O historiador teve papel central na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, onde estruturou o estudo das cidades brasileiras e contribuiu para consolidar ensino, pesquisa e pós-graduação. Ao longo de décadas, formou gerações de arquitetos e urbanistas.

Paulistano de origem, Nestor era filho de médico gaúcho e de mãe de Cataguases, Minas Gerais. Mantinha o brilho no humor mesmo diante de adversidades, e era visto como figura apaziguadora no ambiente familiar e acadêmico.

A rotina profissional era marcada pela produção constante. Mesmo em férias, escrevia e planejava novos trabalhos, mantendo o foco no legado de sua obra e na leitura sistemática das transformações urbanas.

Ao longo da carreira, atuou em órgãos de patrimônio como Condephaat e Iphan, contribuindo para políticas de preservação. Sua produção soma cerca de 40 livros e inúmeros estudos que influenciaram a leitura do espaço, da sociedade e do tempo.

Recebeu o reconhecimento por ter moldado caminhos de conhecimento sobre cidades e patrimônio, mantendo diálogo entre pesquisa acadêmica e políticas públicas. A família informou que a filha, a legada acadêmica a acompanha e guarda o seu legado.

Viúvo de Salette Monteiro Reis, Nestor deixa uma filha, um neto, uma neta e um bisneto. A família não informou futuras homenagens, apenas reiterou a importância de preservar a memória de sua contribuição ao campo.

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