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Greve de estudantes da USP se amplia e atinge 15 faculdades

Greve de estudantes da USP atinge quinze faculdades e institutos; assembleias prosseguem e universidade promete melhorias, com foco em bolsas e alimentação

Estudantes da USP (Universidade de São Paulo) bloquearam acesso ao prédio da FAUD (Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Design) com cadeiras
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  • A greve dos estudantes da USP chegou a 15 faculdades e institutos, na capital e no interior.
  • Em assembleias na sexta-feira, unidades como Poli, FFLCH, Enfermagem, Farmacêuticas, Educação e ECA aderiram ao movimento.
  • O movimento envolve mais de cem cursos, com o DCE apoiando e debates sobre a gestão de restaurantes terceirizados e denúncias de refeições inadequadas.
  • Os servidores entraram em greve por causa do bônus Gace de 4,5 mil reais para docentes; há possibilidade de integração com os estudantes.
  • A USP informou reajustes de benefícios para servidores e manteve políticas de permanência estudantil, além de discutir regulamentação de espaços usados por centros acadêmicos.

A greve dos estudantes da USP já atinge 15 faculdades e institutos, em São Paulo e no interior. Assembleias na sexta-feira (17) formalizaram adesões em unidades como Relações Internacionais, Física, Ciências Biomédicas, além de Farmacêuticas, Educação e a Escola de Comunicação e Artes. Outras unidades já haviam votado pela paralisação em semanas anteriores.

Historicamente avessos a movimentos grevistas, alunos da Poli também confirmaram participação, com votação próxima de 322 votos a favor e 224 contra. Na mesma semana, FAU e Escola de Artes, Ciências e Humanidades (USP Leste) aprovaram a entrada no protesto. A USP conta com 42 unidades de ensino e pesquisa.

As motivações dos grevistas passam por melhoria nas condições de permanência estudantil, aumento de bolsas e qualidade dos restaurantes universitários, que terceirizam o serviço. Denúncias de refeições estragadas surgiram com maior frequência nas últimas semanas, sobretudo na Faculdade de Direito.

Desdobramentos nas unidades

O movimento também envolve o DCE, que apoia as paralisações, e envolve discussões sobre uma minuta para regulamentação de espaços utilizados por centros acadêmicos. Em paralelo, os servidores da USP entraram em greve na terça-feira (14) em apoio a uma avaliação de vantagens salariais.

A administração informou que está analisando reajustes de benefícios já para abril e detalhes sobre a permanência estudantil, incluindo políticas de bolsas aprovadas entre 2023 e 2025. Em nota, a gestão afirmou que a gratificação por atividades complementares estratégicas tem como objetivo valorizar projetos de ensino, extensão e carreira docente.

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