Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Seis dicas para adolescentes entenderem obras do vestibular com semiótica

Especialista da UFPB indica semiótica para transformar a leitura de obras obrigatórias, com estratégias para pais e estudantes encararem ENEM, Fuvest e Unesp

Letícia Moraes ensina como a semiótica pode ajudar o adolescente a ter mais interesse pela leitura — Foto: Freepik
0:00
Carregando...
0:00
  • Letícia Moraes, professora da Universidade Federal da Paraíba, defende a semiótica como ferramenta para ajudar adolescentes a ler obras obrigatórias e entender as listas de vestibular.
  • A semiótica estuda como signos em textos, imagens e gestos constroem sentido, ajudando o leitor a virar “detetive do texto”.
  • Práticas indicadas: começar pelas obras de ritmo mais acelerado, usar apoio semiótico (séries, vídeos, resenhas) sem substituir o livro e marcar figuras e símbolos no texto.
  • Fazer uma segunda leitura das partes marcadas para confirmar a leitura temática, antes de consultar resenhas externas.
  • Envolver a família: diário de leitura compartilhado e atividades como diagrama de personagens, mapas mentais e reescrita de finais para estimular a produção.

Letícia Moraes, semiótica e linguística da UFPB, apresenta uma abordagem prática para tornar leitura de obras obrigatórias menos cansativa para adolescentes. A proposta usa a semiótica para transformar leitura em atividade investigativa, conectando signos, imagens e texto para compreender o sentido.

A pesquisadora coordena o Laboratório de Semiótica na universidade e atua com jovens em escolas públicas de João Pessoa. O objetivo é aproximar os alunos das listas de leitura do ENEM, Fuvest e Unesp, por meio de estratégias que vão além da análise tradicional de textos.

O que muda na leitura

Segundo Moraes, a semiótica estuda signos e como eles produzem sentido. Ao aplicar o método, o aluno deixa de ser apenas leitor e passa a detectar padrões e estruturas que constroem o significado, uma habilidade valorizada nos vestibulares.

Como funciona na prática

O trabalho envolve atividades com memes e outras linguagens para demonstrar que o sentido surge da combinação de elementos. A ideia é mostrar que a leitura exige decodificação de recursos próprios do texto, não apenas a decifração da narrativa.

Abordagens para o cotidiano

Entre as propostas está mapear obras com linguagem mais ágil no início da lista e usar recursos como séries, audiobooks ou resumos audiovisuais apenas como preparação, não substituição da leitura integral.

Ferramentas concretas de leitura

Outra recomendação é marcar figuras de linguagem, imagens, objetos e ambientes ao longo da leitura. Em seguida, o estudante faz uma segunda leitura dos trechos marcados para confirmar a relação com os temas identificados.

Envolvimento familiar

A autora ressalta a importância de um diário de leitura compartilhado entre família e jovem, para registrar impressões, dúvidas e trechos relevantes. Esse ritual ajuda a manter o adolescente ativo na interpretação do texto.

Benefícios e resultados esperados

Ao estimular a leitura com estratégias de detecção de signos e produção textual, a proposta busca reduzir a distância entre o ritmo de leitura atual dos jovens e o ritmo exigido por obras densas. Unir leitura, família e produção de conteúdo pode ampliar a compreensão sem exigir mudanças abruptas no comportamento digital dos estudantes.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais