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Aranhas viram ferramenta de educação na periferia de São Paulo

Projeto de Paraisópolis usa aranhas para educação ambiental na periferia, envolvendo estudantes e criando as Unidades Mínimas Ambientais

Como fazer com que adolescentes percam o medo desses animais e desenvolvam uma conexão com a micro-natureza presente em suas próprias casas?
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  • Projeto em Paraisópolis usa aranhas como ferramenta de educação ambiental, com um jogo de tabuleiro para ensinar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nas escolas da periferia.
  • Amplo estudo envolveu 336 estudantes e 100 adultos, para entender a relação com o meio natural e as percepções sobre aranhas e serpentes.
  • O jogo foi testado com 125 estudantes da zona sul; 79% disseram ter aprendido mais com ele do que com aulas tradicionais e 78% passaram a entender a importância ecológica das aranhas.
  • A partir dos resultados, ocorreu um Fórum Ambiental Local com 30 alunos de sete escolas, surgindo o conceito de Unidades Mínimas Ambientais (UMAs) para gestão local de resíduos e conservação.
  • O projeto recebeu o 2º lugar na MOSTRATEC 2025 e o 1º lugar na FEBRACE 2026 na categoria Ciências Humanas, além de credencial para o ISEF.

A história de um projeto educacional em Paraisópolis mostra como aranhas podem atuar como ferramenta de ensino na periferia de São Paulo. Iniciado por uma estudante da Escola Alef Peretz, o trabalho busca aproximar jovens da natureza urbana por meio de jogo, pesquisa e ação coletiva. O foco é transformar o medo dessas espécies em compreensão ambiental.

O projeto, orientado pelo professor Ednilson Quarenta, ganhou destaque nacional. Ficou em segundo lugar na MOSTRATEC 2025 e venceu na FEBRACE 2026, na categoria Ciências Humanas. Como prêmio, a autora recebeu credencial para participar do ISEF, a maior feira de ciências do mundo para jovens pré-universitários.

Para entender a relação de adolescentes com o meio natural, a pesquisadora realizou um levantamento com 336 estudantes e entrevistas com 100 adultos, divididos em dois grupos. O objetivo foi identificar percepções sobre aranhas e serpentes e o papel da escola nesse processo.

A partir das observações, percebeu-se que a influência de adultos molda visões negativas sobre esses animais, reforçando a importância da educação ambiental. Nesse contexto, surgiu a ideia de um jogo de tabuleiro didático, voltado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no ambiente de sala de aula.

O jogo foi testado com 125 estudantes da zona sul de São Paulo, apresentando resultados expressivos: 79% disseram aprender mais com o jogo do que com aulas tradicionais; 78% passaram a entender a importância ecológica das aranhas para o equilíbrio urbano.

A partir desses ganhos, foi criado um Fórum Ambiental Local com 30 alunos de sete escolas da região. O objetivo foi tornar os aprendizes protagonistas na identificação de desafios do território e na proposição de soluções práticas para o bairro.

Desse movimento nasceu o conceito das Unidades Mínimas Ambientais, as UMAs. O plano é traduzir os ODS para metas locais, envolvendo moradores na gestão do lixo, conectando as demandas à gestão pública e posicionando a escola como núcleo de conservação da biodiversidade local.

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