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Universidades definem regras para uso de IA na educação

Universidades brasileiras adotam diretrizes de IA, exigindo transparência em trabalhos, proibições em provas sem autorização e maior vigilância ética.

Universidades estabelecem regras para o uso de IA na educação — Foto: Reprodução/TV Globo
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  • Universidades brasileiras estão criando regras de conduta para uso de inteligência artificial na educação, organizadas em manuais e guias.
  • Na Universidade Federal da Bahia (UFBA), o objetivo é manter o aprendizado e o senso crítico, não substituir o estudo pela IA, segundo o professor Adriano Peixoto.
  • A Universidade Estadual Paulista (Unesp) permite IA para traduzir textos, fazer resumos e cronogramas, mas impede copiar e colar e proíbe uso em provas sem autorização.
  • A Unifesp determina que pesquisadores de pós‑graduação informem qual ferramenta foi utilizada e com que finalidade; na UFBA, o professor pode exigir que o aluno relate comandos e respostas da IA.
  • O Conselho Nacional de Educação (CNE) está preparando diretrizes sobre IA para todas as etapas de ensino, com versão final prevista para publicação até o meio do ano.

O uso crescente de Inteligência Artificial em universidades brasileiras levou a criação de regras de conduta para alunos e docentes. Guias e manuais orientam como utilizar as ferramentas sem comprometer a aprendizagem.

As instituições destacam que a IA pode auxiliar em traduções, resumos e organização de cronogramas, desde que não substitua o trabalho acadêmico. A ideia é manter o desenvolvimento crítico e a qualidade do aprendizado.

Na prática, as regras costumam exigir transparência. Quando a IA é empregada, o aluno deve indicar a ferramenta utilizada e o papel que ela exerceu na produção do trabalho.

Exemplos de aplicação

Na Universidade Estadual Paulista (Unesp), o uso é permitido para tarefas como tradução e elaboração de conteúdos, desde que o estudante não copie integralmente o que a IA propõe. Provas seguem regras diferentes, com aprovação prévia do docente.

Pesquisadores e estudantes apontam que a orientação é orientar, não punir. O objetivo é transformar práticas docentes para aproveitar o potencial da IA, sem abrir mão da avaliação ética e da participação crítica do aluno.

Desafios de fiscalização

Especialistas destacam que há ferramentas de detecção de IA, mas com risco de falsos positivos. A adoção de medidas técnicas é acompanhada por debates sobre confiabilidade e efeitos na avaliação.

No âmbito da Federal da Bahia, há propostas para que docentes exijam relato detalhado sobre comandos e respostas da IA usados em trabalhos. Em outras instituições, há exigência similar de transparência por parte de pesquisadores de pós-graduação.

Caminho a seguir

Especialistas defendem uma ética compartilhada entre alunos e professores e mudanças graduais nas dinâmicas de aula. A ideia é promover interações e apresentações que integrem as ferramentas digitais ao processo de aprendizado.

O Conselho Nacional de Educação trabalha na formulação de diretrizes sobre IA para todas as etapas de ensino, com previsão de publicação da versão final ainda neste semestre.

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