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Funcionários da USP mantêm paralisação e incluem pautas dos estudantes

Funcionários da USP mantêm greve e exigem inclusão das pautas estudantis na negociação, após contraproposta sobre a Gratificação por Atividades Complementares

Cidade Universitária no bairro do Butantã, zona oeste de São Paulo
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  • Servidores da USP mantêm greve iniciada no dia 14 e assembly desta quarta-feira, 22, decidiu pela continuidade; há uma reunião marcada com a reitoria.
  • A motivação é a oposição à Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (Grace) para docentes; sugerem dividir o valor total entre funcionários, com reajuste de até R$ 1,6 mil.
  • Estudantes também querem incluir suas pautas na mesa, como melhorias na permanência (bolsas) e qualidade dos restaurantes universitários; o movimento conta com apoio do Diretório Central dos Estudantes (DCE).
  • Cerca de quinze faculdades e institutos, na capital e no interior, participam da paralisação. A reitoria anunciou investimento de cerca de R$ 461 milhões no Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), beneficiando quase 16 mil alunos.
  • A reitoria informou que vai criar grupos de trabalho para tratar das demandas estudantis e que os restaurantes são avaliados por nutricionistas; houve reunião com entidades estudantis.

A greve na USP continua. Servidores decidiram nesta quarta-feira, 22, pela continuidade da paralisação iniciada na semana passada, após terem rejeitado a contraproposta da reitoria. A votação ocorreu em assembleia e uma nova reunião com a administração está marcada para hoje.

Os trabalhadores contestam a Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (Grace), que beneficia apenas docentes em tempo integral. Eles defendem que o mesmo valor destinado aos professores seja dividido entre funcionários, o que poderia elevar os salários em até R$ 1,6 mil.

A greve envolve pelo menos 15 faculdades e institutos da USP, em São Paulo e no interior, com apoio do DCE. O movimento cobra melhoria das condições de permanência estudantil, aumento de bolsas e melhores serviços nos restaurantes universitários.

Pautas estudantis e negociação

A reitoria informou que prevê investimento de cerca de R$ 461 milhões no PAPFE, beneficiando quase 16 mil alunos. Também disse que a qualidade dos restaurantes é avaliada por nutricionistas e pela área administrativa, com ajustes verificáveis nas empresas contratadas.

A administração informou ter ocorrido reunião com entidades estudantis e que foram criados grupos de trabalho para tratar das demandas dos alunos. Ainda não há definição sobre prazos para as ações anunciadas.

A direção da USP ressaltou que a greve já foi tema de tratativas com o Sintusp, que participou da avaliação da contraproposta. A universidade reforçou a necessidade de manter o diálogo entre trabalhadores, estudantes e gestão.

Gratificação por atividades complementares

Dados da universidade indicam que a Grace é voltada a professores com dedicação exclusiva. O piso inicial de um doutor na instituição é de aproximadamente R$ 16,3 mil, com o acréscimo representando 27% do total.

Ao todo, a USP conta com mais de 5,3 mil docentes e cerca de 12,6 mil funcionários técnico-administrativos, segundo dados de 2024. A repercussão da greve segue acompanhada de reunidades administrativas para buscar soluções compartilhadas.

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